Capítulo 21

325 24 7
                                        

Três anos antes...

Visão da Penelope

Ela residia novamente a casa Featherington, foi inevitável não voltar para casa, ficar na residência Bridgerton significa ser cercada de memórias, memórias dele.

A dor persistente em seu coração era um lembrete havido de que ele tinha ido embora. As noites eram frias, seus dias sombrios, ela odiava estar viva em um mundo sem ele, muitas das noites, dormir era uma tortura, seus sonhos e pesadelos sempre retornavam para a figura dele.

Todas as manhãs, um hábito que ela sempre tivera desde muito nova, só que desta vez com uma perspectiva totalmente diferente, ela sentava-se no sofá perto a janela que tinha uma linda visão da casa Bridgerton, esperando, com uma reza silenciosa, que ele retornasse para ela, para seus braços.

– Senhorita Featherington... – a voz grossa de um homem ecoou perto a porta de entrada.

– Sim... – ela respondeu virando-se de forma pacífica.

– Muito prazer em conhecê-la Senhorita, me chamo Dàrio Zardini, sou o detetive particular que a Senhorita contratou – ele a fez uma reverência.

Esse já era o quinto detetive que ela contratava, nenhum lhe deu respostas como esperado, mas ela se recusava a parar de procurar, a mulher tinha uma teoria que, se achasse o homem a qual Conan havia mencionado ter descoberto seus golpes, acharia seu amado também.

– Claro, sente-se por favor – ela andou até o outro sofá da sala de estar e fez um gesto com a mão, indicando para ele sente-se no móvel a sua frente.

– Li suas cartas, não irei mentir, suas poucas informações tornaram a investigação difícil, mas dou a minha palavra a senhora que não medirei esforços para achar quem a Senhorita procura – sua expressão era de pura sinceridade.

– Espero que saiba o que está me prometendo detetive, estou cansada de escutar isso e não receber nenhum resultado – ela suspirou o olhando firme.

– A Senhorita tem minha palavra – ele acentiu determinado, e por um pequeno momento, foi tomada por uma esperança a qual não sabia que existia – Agora, uma coisa a qual não entendi em suas cartas, a quem a Senhorita está procurando? O golpista ou a quem levou o golpe? – ele perguntou sem rodeios, ela suspirou, desviando o olhar de forma perdida.

– Os dois – Penelope proferiu seca.

– Entendo, terei que redobrar minha investiga- – a mulher o enterrompeu

– Não – ela voltou seu olhar para ele – Temo que, de alguma forma, eles estejam juntos – proferiu.

– Por favor, compartilhe comigo o que está pensando – o detetive lhe deu um olhar seguro.

– Meu noivo se chama Conan Bridgerton, ele fez o que tinha que fazer para sobreviver, isso significa que ele roubava, o que quero dizer é que, meu noivo, e o homem da carta a qual me refiro sobre ter dado um golpe, e o homem a quem falo sobre ter tomado a enganação temo ser a quem mandou homens para minha casa de campo para nos matar. Veja bem Senhor, não sei se conhece a família Bridgerton, mas fico feliz em informá-lo que todos na família tem um senso de heroico, isso claramente se aplicada ao meu futuro marido, já que tenho a leve impressão que o homem não pensou duas vezes em se sacrificar como moeda de troca, o que eu peso ao senhor é um único nome e uma prova de que Conan está em algum lugar da Grécia – quando terminou de falar, seu fôlego já tinha ido embora, ela teve que respirar fundo, uma, duas, três vezes para retornar com a respiração regular.

DarknessOnde histórias criam vida. Descubra agora