— O que está acontecendo? Por que saiu do combinado?
Leon perguntou, gesticulando em nossa direção.
— Leon, a sua filha saiu do combinado antes.
— Júlia é uma menina tola mas não apresentava perigo. Você precisava me ouvir. Você mudou os planos.
— Mudei. Quero que seja de outra forma, nos deixe passar.
Lucas respondeu, firme.
Comecei a olhar para os lados, na tentativa de achar um abrigo para correr, observei que as vans não estavam mais atrás de nós. Não entendi muito bem e comecei a procura-los, eu podia jurar que estavam nos seguindo.
Estávamos.... sozinhos? Céus!
— Estamos do mesmo lado. Você sabe.
Leon insistiu e deu mais um passo a frente. Na mesma hora, Lucas disparou em direção aos pés dele. Os seguranças de Leon levantaram as armas em nossa direção novamente e engatilharam. Apertei meus olhos e me espremi atrás de Lucas. Era tanto barulho ao mesmo tempo, que senti meus ouvidos doerem.
— Nem mais um passo, Leon.
Lucas gritou.
— Não atirem! Eu já mandei abaixarem as armas.
Leon ordenou novamente, furioso.
— Nos deixem passar.
— Você vai fazer o que? Para onde vai? Você se quer tem um plano para tamanha mudança? Você acha que seu querido irmão irá lhe poupar? Está sendo burro.
Leon provocou, novamente.
— Você irá agir de acordo com o que eu quero?
— O que você quer, Lucas?
— Deixe ela ir.
Lucas respondeu, acenando a cabeça em minha direção.
— Ela é nossa moeda de troca apenas, deixarei ela ir.
— Eu sei que não iria deixar, Leon. Eu descobri tudo.
— Claro que eu iria. Descobriu tudo? Ora, Lucas, pare de ser burro.
— Sim, eu ouvi a sua conversa com Júlia. O papai fará tudo o que a filhinha mimada quer.
— Você quer deixa-la viva? Qual seu plano?
— Ela e meu sobrinho protegidos. Longe. Continuamos o plano quando eles estiverem seguros.
Lucas propôs em um tom firme. Leon levou as mãos a cabeça, impaciente.
— Ora, Lucas! Que papinho sentimental chato. Nada feito, ela não saíra dos meus olhos.
— Então nada feito!
— Chega! Estou sem paciência para esse papinho de criança. Daqui você só vai sair morto e ainda vai levar essa ninfeta com você pro inferno.
Lucas pegou em minha mãos, apertando. Ele firmou a arma em suas mãos e me encarou rapidamente, levantando o olhar para o lado. Ouvi um barulho no matagal ao lado, que nos cercava e quase soltei um grito quando vi o rosto de Gustavo escondido atrás das imensas árvores.
Ele estava aqui!!!!! Meu Deus.
Eu queria correr, pular, gritar. Gustavo fez sinal com as mãos de silêncio. Meus olhos começaram a lacrimejar e eu desviei o olhar, engolindo em seco e apertando os pés dentro do sapato. Observei ao redor e pude ver, como luzes, as cabeças dos homens aparecendo pela mata, bem devagar e sorrateiro.
— Senhor Jesus, esteja conosco...
Sussurrei baixinho.
— Apontem as armas!
Leon ordenou. Seus homens levantaram-as na mesma hora.
— Quando eu contar até três, você corre.
Lucas sussurrou, sem tirar os olhos dos homens.
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La puta ll
RomanceO segundo suspiro entre nós dois parecia o último. O que era real? O que era nós dois?
