|Capítulo 45|

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P.O.V Narradora

A sala estava mergulhada num silêncio quase fúnebre. As luzes pareciam mais fracas, o tempo mais lento. Abby estava sentada no sofá, imóvel. Os olhos fixos no nada, como se o mundo ao redor tivesse parado. Sua mente só repetia uma frase, ecoando como um trovão: 
"Charlie não é seu pai."

A ambulância já havia levado Phill, e Renée foi junto, ainda acusando Abby até o último segundo. Antes de sair, Renée também chamou a polícia  tentando reverter a situação e culpar a própria filha e os rapazes. Mas Edward lidou com os oficiais com firmeza e uma frieza que só ele conseguia carregar. Suas palavras eram precisas, diretas. Explicou tudo com lógica, clareza e um toque de indignação contida. No final, os policiais, mesmo relutantes, entenderam que havia algo muito mais grave por trás daquela briga.

Agora, Edward fechava a porta com cuidado após se despedir dos oficiais e caminhava de volta até a sala, com Bella ao seu lado. Ambos estavam visivelmente tensos, mas seus olhares estavam voltados apenas para Abby. 

— Vocês querem voltar pra Forks?— Edward perguntou, com a voz baixa, como se temesse quebrar o frágil estado em que todos estavam. 

Bella não respondeu. Apenas olhou para o chão, os olhos marejados. Ela ainda processava tudo. Abby tentou se levantar, mas sentiu o mundo girar. Cambaleou. 

— Ei, ei, amor… — Embry a segurou pela cintura, firme, antes que ela caísse. — Você tá bem?

—Não…— a ruiva apenas murmurou

Foi o suficiente. Embry passou os braços embaixo de suas pernas e nas costas, a pegando no colo com cuidado, como se ela fosse feita de vidro. 

— Vem, vou te levar pro quarto.— disse suavemente, a voz cheia de ternura e preocupação. 

Ela não resistiu. Apenas se encolheu contra o peito dele, os olhos vazios e silenciosos.  Enquanto ele saía da sala, Edward olhou para Bella e perguntou de novo, mais baixo: 

— Você quer ir embora, no sábado?

Bella apenas assentiu com a cabeça, sem conseguir soltar uma palavra sequer.

(...)

No quarto, a atmosfera era pesada e silenciosa. A única luz vinha do abajur ao lado da cama, lançando um brilho suave sobre as paredes. Embry entrou devagar, fechando a porta com cuidado para não fazer barulho. Ele carregava Abby nos braços como se ela fosse a coisa mais preciosa do mundo. 

Com delicadeza, a colocou sobre a cama. Abby virou-se imediatamente para o lado, pegando seu ursinho de pelúcia com mãos trêmulas e o abraçando com força contra o peito, como se ele pudesse protegê-la de tudo.

Embry não disse nada. Ele deitou-se atrás dela, passando o braço ao redor de sua cintura. Seu toque era calmo, protetor. 

— Tô aqui, Abby… — sussurrou ele, encostando a testa em seus cabelos ruivos. 

𝗜𝗠𝗣𝗥𝗜𝗡𝗧𝗜𝗡𝗚 | 𝙀𝙢𝙗𝙧𝙮 𝘾𝙖𝙡𝙡Onde histórias criam vida. Descubra agora