❚❙❘❙❚❘❘❙❘ ❪🐺❫ Imprinting
🌑 ─ ─ ─ Crepúsculo Fanfiction!
Depois de Edward Cullen partir, Bella Swan afunda em depressão, isolando-se em seu quarto, deixando Charlie sem saber o que fazer. Desesperado, ele chama sua filha mais nov...
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P.O.V Narradora
A sala estava mergulhada num silêncio quase fúnebre. As luzes pareciam mais fracas, o tempo mais lento. Abby estava sentada no sofá, imóvel. Os olhos fixos no nada, como se o mundo ao redor tivesse parado. Sua mente só repetia uma frase, ecoando como um trovão: "Charlie não é seu pai."
A ambulância já havia levado Phill, e Renée foi junto, ainda acusando Abby até o último segundo. Antes de sair, Renée também chamou a polícia tentando reverter a situação e culpar a própria filha e os rapazes. Mas Edward lidou com os oficiais com firmeza e uma frieza que só ele conseguia carregar. Suas palavras eram precisas, diretas. Explicou tudo com lógica, clareza e um toque de indignação contida. No final, os policiais, mesmo relutantes, entenderam que havia algo muito mais grave por trás daquela briga.
Agora, Edward fechava a porta com cuidado após se despedir dos oficiais e caminhava de volta até a sala, com Bella ao seu lado. Ambos estavam visivelmente tensos, mas seus olhares estavam voltados apenas para Abby.
— Vocês querem voltar pra Forks?— Edward perguntou, com a voz baixa, como se temesse quebrar o frágil estado em que todos estavam.
Bella não respondeu. Apenas olhou para o chão, os olhos marejados. Ela ainda processava tudo. Abby tentou se levantar, mas sentiu o mundo girar. Cambaleou.
— Ei, ei, amor… — Embry a segurou pela cintura, firme, antes que ela caísse. — Você tá bem?
—Não…— a ruiva apenas murmurou
Foi o suficiente. Embry passou os braços embaixo de suas pernas e nas costas, a pegando no colo com cuidado, como se ela fosse feita de vidro.
— Vem, vou te levar pro quarto.— disse suavemente, a voz cheia de ternura e preocupação.
Ela não resistiu. Apenas se encolheu contra o peito dele, os olhos vazios e silenciosos. Enquanto ele saía da sala, Edward olhou para Bella e perguntou de novo, mais baixo:
— Você quer ir embora, no sábado?
Bella apenas assentiu com a cabeça, sem conseguir soltar uma palavra sequer.
(...)
No quarto, a atmosfera era pesada e silenciosa. A única luz vinha do abajur ao lado da cama, lançando um brilho suave sobre as paredes. Embry entrou devagar, fechando a porta com cuidado para não fazer barulho. Ele carregava Abby nos braços como se ela fosse a coisa mais preciosa do mundo.
Com delicadeza, a colocou sobre a cama. Abby virou-se imediatamente para o lado, pegando seu ursinho de pelúcia com mãos trêmulas e o abraçando com força contra o peito, como se ele pudesse protegê-la de tudo.
Embry não disse nada. Ele deitou-se atrás dela, passando o braço ao redor de sua cintura. Seu toque era calmo, protetor.
— Tô aqui, Abby… — sussurrou ele, encostando a testa em seus cabelos ruivos.