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E quando estivermos nas trincheiras

eu irei te dar cobertura

A vida é uma constante inconstante

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A vida é uma constante inconstante.

Quando nós nos aprofundamos ao estudo da mente humana, aprendemos coisas sobre nós nas quais não queríamos e mantemos isso a sete chaves, como um segredo que está na caixa de Pandora e não pode ser revelado a mais ninguém.

Uma anomalia emocional ocasionada pelo eu do passado que, consequentemente, viveu infinitas coisas nos quais não estava preparado e, portanto, não soube e não sabe lidar até hoje.

Edmund Freud, mais precisamente o "pai da psicanálise", traz que "nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos". Concomitantemente a isso, temos a psicologia com quando esta ressignifica situações vividas por um indivíduo.

Resumidamente, os nossos traumas do passado sempre, sempre, dão as caras quando nos tornamos adultos e isso, de certa forma, interfere em nossas personalidades.

Se tivemos uma criação com ausência de acolhimento por parte das figuras que consideramos nossos faróis, certamente nos tornaremos adultos necessitados de validação, com isso sobrevêm a autocobrança em conjunto com, de modo mais chulo possível de se dizer, a mania de aceitarmos qualquer coisa de qualquer um.

E, bem, há os psicopatas que se tornam serial killers.

Isso é outra conversa.

Portanto, Wall foi o qualquer coisa que eu aceitei de qualquer um.

Negligência demais comigo mesma.

Aceitar isso, permitir o modo como fui tratada por tanto tempo, por sentir que era minha obrigação ter a validação dos meus pais. Da minha mãe.

Consequentemente, a validação de um homem que não me acolhia, que estava do lado de quem me fazia mal e quem só me usava.

Diferente do sujeito tatuado, valentão e com cara de pouquíssimos amigos que está me servindo café na cama hoje.

— Bom dia — limpo meus olhos ao me sentar na cama e Jensen dá um sorriso fraco. — O que é isso tudo?

— Seu café da manhã — eu sorrio desacreditada.

— Eu estou vendo isso, mas... — Jensen coloca a mão em minha nunca antes de depositar um beijo em minha testa.

— Você não dormiu muito bem ontem, então pensei em... Não sei, te agradar de alguma forma. Perguntei aos demais como se faz isso.

— Quem? — já estou rindo quando pego uma xícara e ele se senta na cama junto comigo.

— Nós temos um grupo de rapazes — reviro os olhos instantaneamente. — Convenhamos, homens precisam disso. Há até os do Brasil e trocamos fotos, vídeos, falam mal das esposas, compartilham sobre a paternidade, falam merda...

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