28

531 59 7
                                        

Rachaduras não vão se consertar e as cicatrizes não vão desaparecer

Acho que devo me acostumar com isso

Estou ajoelhada em frente à sua lápide a alguns minutos

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Estou ajoelhada em frente à sua lápide a alguns minutos. Tony está sentado no gramado, ao meu lado, enquanto do outro, em pé, mais distante, Jensen permanece como um protetor. Se eu precisar do meu marido, ele estará aqui, porém está me dando o espaço necessário.

Como se soubesse que eu preciso lidar com isso sozinha.

Como se pode deixar de odiar alguém com tamanha velocidade? Principalmente alguém que se esforçou anos para que eu a odiasse e, no fim, salvou nossas vidas.

Minha mãe foi a protagonista dessa história. Ela quem desmascarou meu genitor, ela quem entregou os documentos aos Rossi com os dados de tudo que ele fez, ela quem levou o tiro que poderia ter nos matado.

Ela nos salvou. Desde o nosso primeiro fôlego, desde que aprendemos a andar, a falar, a comer, ela quem nos salvou.

Abaixo a cabeça por uns instantes quando uma figura ruiva se coloca ao meu lado, penso ser Jade e por isso permaneço, vendo as lágrimas se infiltrarem na terra mexida do cemitério que enterramos nossa mãe.

— Sabe, quando minha mãe faleceu, eu pensei que fosse morrer sem ela — levanto a cabeça o mais devagar possível somente para me deparar com Suzanna, se acomodando ao meu lado. — E eu quase morri, se não fossem por meus irmãos. David quase morreu. Helena quase morreu.

Limpo minhas lágrimas e tento sorrir para ela, mas sai mais como uma careta de choro.

— Mas, apesar de tudo isso, escolhi viver. Minha mãe faleceu muito jovem, infelizmente, ela não viveu como meu pai, não provou coisas novas, não viu nossa família crescer, não viu nossos negócios expandirem, ela não viu nada disso — mais lágrimas descem por meu rosto enquanto fito seus olhos verdes, tão semelhantes aos de Jade, porém mais maduros, carregados de sabedoria. — Eu escolhi viver por ela. Decidi que faria tudo que ela não conseguiu fazer. Uni nossas famílias, crescer com eles, expandir os negócios e apoiar cada pessoa, cada ser humano, que precisasse de um abraço, um carinho ou um Rossi. Isso a deixaria feliz. Faria os sacrifícios dela não terem sido em vão.

Faria os sacrifícios dela não terem sido em vão.

— Obrigada — agora acho que consigo sorrir fracamente. Suzanna coloca sua mão em cima da minha e lhe dá um pequeno aperto.

— Você é uma Rossi agora, menina. Nós estaremos aqui por você — sorrio quando ela beija minha testa e ignoro o choro de comoção a nossa volta.

— Ai meu Deus — ergo o olhar procurando a dona da voz, encontro Diana boquiaberta. — Minha bolsa estourou.

Nicolas está pálido como um papel de seda e eu me ergo junto de Suzanna e Tony.

Você leu todos os capítulos publicados.

⏰ Última atualização: Aug 24, 2025 ⏰

Adicione esta história à sua Biblioteca e seja notificado quando novos capítulos chegarem!

ÊXTASEHistórias para pegar e não largar. Descubra agora