SPIN OFF DE "VÍTIMA DO ERRO"
(Ordem dos livros na bio)
Jensen é um sujeito de sobrenome, origem e pensamentos incertos, ele sabe disso melhor do que aqueles que lhe julgam. No entanto, agora, com a responsabilidade de um afilhado gritando sempre...
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— Me desculpe — murmuro assim que eu e Nicolas conseguimos ficar sozinhos. — Me desculpe de verdade.
— Pare com isso — ele passa seu braço em cima do meu ombro. — Eu que tenho que pedir desculpas.
— Não.
— Sim.
— Somos dois idiotas — murmuro rindo e o abraço de volta. — Senti sua falta todos os dias.
— Eu também senti muito a sua. Sinto muito que eu só tenha conseguido ver o que está acontecendo dessa maneira — eu suspiro fundo. — Meu pai sempre disse que precisamos perder as coisas para valorizar elas, eu jamais imaginei que seria verdade.
— Mas já pas... Argh!!! — sinto um aperto absurdo nas costelas e Nicolas também geme alto.
— Abraço de urso!!! — Heitor nos aperta.
— Seu filho da puta!!! PAI!!!
— Porra, Heitor! Está doendo! — ele nos solta rindo e nós nos afastamos ofegantes. Encaro os olhos verdes do geminho do mal e começo a me questionar se Íris é realmente a maquiavélica dessa relação.
— As duas princesas estavam se amando, só queria fazer parte. Um trisal! Uma suruba!!!
— Como pode sair tanta merda da boca de vocês? — Jade está parada no batente da porta, carregando um copo vazio e nos encarando com o cenho franzido. — Licença ao trisal.
Nós três seguramos risadinhas.
— E Leon? — pergunto. — Saudades dele.
— Tomando conta da própria vida.
— Coisa que você não sabe fazer, não é?
— Sim, mas eu sigo critérios diferentes — ela se serve de um copo cheio de água. — Nós nos reuniremos essa semana. Façam de tudo para descobrir o que conseguem o mais rápido possível.
E nos dá as costas.
Heitor apenas arqueia as sobrancelhas.
— Eu ainda lembro quando ela era criança e eu já tinha medo dela.
— Certo. Então, preciso descansar — murmuro os encarando. — Dias longos virão.
— Obrigado pela nova chance — Nico murmura e eu encaro seus olhos.
— Obrigado por me dar uma família.
— Ah, pelo amor de Deus! Pai! Quanta rasgação de seda aqui, hein!!!