SPIN OFF DE "VÍTIMA DO ERRO"
(Ordem dos livros na bio)
Jensen é um sujeito de sobrenome, origem e pensamentos incertos, ele sabe disso melhor do que aqueles que lhe julgam. No entanto, agora, com a responsabilidade de um afilhado gritando sempre...
Como as estações mudam - lembro como eu costumava ser
Agora eu não posso continuar - Eu não posso nem começar a
Eu não tenho nada à esquerda - Apenas um coração vazio
Eu sou um soldado - ferido de modo que devo desistir da luta
Decidir não continuar
Em seguida, do alto - em algum lugar distante
Há uma voz que chama - lembre-se que você está
Se você perder a si mesmo - a sua coragem em breve se seguirão
Portanto, seja forte esta noite - lembre-se quem você é
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"— Jensen Boer! — escuto minha mãe gritar do lado de dentro de nossa casa e arregalo os olhos instintivamente. — Venha aqui!
Eu corro. Jesus! Eu corro como nunca até chegar lá.
— Oi, mama — arrumo meus suspensórios, tiro os cabelos de minha testa e encaro minha mãe fixamente.
Sua origem holandesa ainda me fascina. Ela é minha mãe e a mulher mais bela que já conheci em toda a minha curta vida. Seus cabelos ruivos, altos, cacheados e grossos, estão — quase sempre — amarrados por um lenço, como hoje. Os olhos escuros contrastam com sua pele branca, as sardas espalhadas pelas bochechas, ombros, colo e todo o resto.
Esses olhos, no entanto, me encaram como se fosse me devorar.
— Você comeu... O bolo... Antes da hora, Boer? — não contenho outro arregalar de olhos, receoso se confirmo ou se minto. Ela sabe que fui eu, ela sempre sabe tudo que eu faço e o que não faço, pois sempre me defende com unhas e dentes de qualquer outra pessoa.
— Mama... — sinto minhas bochechas queimarem de vergonha da minha mãe. Sempre me sinto mal quando o assunto é ela, a única pessoa que tenho na minha vida. — Eu não resisti, eu...
Embolo minhas roupas em minhas mãos, torcendo-as, como se fizesse a vergonha sair de dentro de mim.
Ouço-a suspirar fundo.
Minha mama nunca levantou a mão pra mim, sequer um dedo, apenas de brincadeira. Ela apenas conversa comigo, quando o que eu apronto é muito ruim, fico de castigo. Apenas. Uma vez a flagrei discutindo com as mães dos meus colegas de turma por isso, para defende-los, alegando que violência não era a única.
— Se queria um pedaço, poderia ter me pedido — engulo as lágrimas de vergonha, sinto a pior das humilhações afligir meu peito.
— Me desculpe, mama — continuo com o rosto abaixado, esperando que ela diga como quebrei sua confiança, não conseguindo conter as lágrimas e torturando minhas roupas.