Capítulo 32

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MAYA

O maior escritor de romances

5 meses depois

— Você conhece o cheiro das flores, meu amor? — Caleb tapou minha visão, enquanto chegávamos ao parque da cidade, onde havia um enorme jardim. — Tente adivinhar pelo menos uma.

Abri um sorriso.

— Pelo que sei, você que é um excelente jardineiro, amor.

— Você consegue, coração. Tente.

Então ele me guiou até a borda do jardim, eu titubeando como uma criança aprendendo a andar.

— Violetas?

Caleb gargalhou.

— Violetas quase não tem cheiro, minha princesa. Vamos tentar outro método. — Ele pegou delicadamente minha mão e guiou-a até uma das flores. — E agora, pelo tato, consegue?

Levantei as sobrancelhas, enquanto analisava a textura. As pétalas eram macias, mas firmes, e o miolo era inconfundível. Áspero e irregular. A imagem da flor se formou em minha mente mesmo que eu sequer estivesse enxergando.

— Girassóis, amor.

Caleb depositou um beijo na minha bochecha, depois de desvendar os meus olhos. Então ficou ali perto, ajoelhado, me olhando.

— Você é linda meu amor. Como esse girassol.

Minhas bochechas coraram como sempre. Nos levantamos e caminhamos até debaixo de uma árvore, para montar nosso piquenique. Armei o tecido quadriculado no chão, ajeitando as bordas, e Caleb foi organizando as cestas com as comidas. Quando terminamos, sentamos na grama, um ao lado do outro.

— Último dia de solteiros, então? — ele balançou as sobrancelhas em minha direção.

— Parece que sim — dei um sorriso. — Queria que pudéssemos eternizar esse dia.

Ele fez uma careta, fingindo ofensa.

— Então você quer ser pra sempre solteira? Não quer casar comigo?

Dei uma gargalhada.

— Não é isso.

Meu noivo pegou uma maçã e mordeu, fitando-me atencioso.

— Então me explique, meu amor.

Respirei fundo para saber se eu mesma conseguia dizer o que sentia.

— Vivi grande parte da minha solterice esperando ser amada por alguém, sabe. O amor romântico. Querendo ou não, sinto que gastei muito tempo da minha vida com isso, sendo que eu poderia ter feito mais pelo Reino.

As sobrancelhas de Caleb mostravam sua incompreensão. Mas eu chegaria lá.

— O tempo é o maior presente ordinário que Deus nos dá. Quando não o usamos sabiamente, murcha-se a flor e seca-se a erva, — peguei um pedaço de grama seca e mostrei-lhe. Ele deu um sorriso. — e nada útil temos feito.

— Só pra eu ter certeza — Caleb aproximou-se e tocou na minha mão livre. — Você não está tentando terminar comigo um dia antes de casarmos, não é?

Balancei a cabeça, em negação, rapidamente. Vi-o respirar melhor depois disso.

— Só não quero viver apenas os meus sonhos e esquecer dos sonhos de Deus.

Caleb fechou os olhos por alguns segundos e depois abriu-os. Então, chamou-me para um abraço. Encaixei-me ali, ao seu lado, debaixo daquela frondosa árvore sob a qual estávamos. Suas mãos se uniram as minhas. Nós olhamos para nossas alianças de compromisso. Ouvi sua voz calma e paciente:

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⏰ Última atualização: Sep 07, 2025 ⏰

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