Capítulo 31

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CALEB

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CALEB

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Rejeitei a ligação da Maya. Isso cortou meu coração, mas fazia parte de todo o combinado. Terminei de fazer minha barba olhando no espelho do banheiro e, depois, fui até a sala onde Sofia, Joe e Lucas estavam em altos papos.

Meu celular vibrou mais uma vez. Li a mensagem:

Maya: Caleb, está tudo bem?

A amiga dela me viu fazendo careta de dó.

— Não acredito que estou sendo cúmplice de vocês nesse plano maléfico! — fez bico.

— Nem eu — lambi os lábios e cogitei: — acho que vou respondê-la.

Mais rápido do que eu pude me defender, Lucas tomou o telefone das minhas mãos e pressionou o botão de desligar.

— Pronto. Assim você não fica nessa dúvida toda.

— Qual é? — reclamei. — Ela vai ficar preocupada comigo.

— E essa preocupação toda vai passar à noite. Então, — meu amigo me deu dois tapinhas no ombro e praticamente me empurrou de porta para fora.

— Até mais, mano! — Joe me deu um tchauzinho.

O sol da tarde banhava as ruas movimentadas da cidade, enquanto eu estacionava o carro em frente ao shopping. Lá estavam as irmãs de Maya; a mais nova com a barriga de grávida já visível. A ideia de um noivado surpresa para Maya tinha partido delas em uma conversa aleatória entre nós e sua mãe. Desde então, o grupo criado no Whatsapp não parava de receber listas e mais listas.

— Está atrasado cinco minutos — Mel ralhou comigo, dando-me um leve empurrão antes de sair na nossa frente. Ela tinha um jeito diferente de interagir.

— Foi mal.

Ao dobrarmos a primeira esquina dentro do shopping, ela mesma puxou a lista de compras da bolsa e começou a delegar tarefas.

— Ok, primeiro vamos para a loja de decorações. Precisamos de balões, faixas, e aquelas luzes de LED que a pão-de-mel ama!

Mary, que até então eu não tinha notado estar a mordiscar bolachas, acelerou os passos até a primeira loja de decorações no caminho, assim que a irmã terminou a frase.

— Vou pegar os balões! E as luzes também!

Sorri, mesmo um tanto perdido nas informações, mas acompanhando as irmãs pelo corredor. Embora fosse o noivo, eu me sentia mais um espectador diante da dinâmica das duas. Se dependesse de mim, haveria apenas um bolo e algumas bocas para comer. Mas ainda bem que Deus criou as mulheres, pois criatividade e organização era com elas mesmas.

Entramos na loja de decorações, e logo Mary estava mergulhada em um mar de balões coloridos e Melissa analisava meticulosamente as opções de faixas e luzes.

Até que te ameiOnde histórias criam vida. Descubra agora