LITERATURA CRISTÃ | TRILOGIA "ATÉ" Livro 2
"Uma das maiores verdades sobre o amor que eu provei e conheci é que ele é uma escolha."
As vidas de Maya e Caleb se cruzaram uma vez e o resultado não foi bom. Por causa dele, ela saiu da cidade com o cora...
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MAYA
Você ficou
— Moça, — alguém falava comigo, mas eu não conseguia ouvir bem. Fiquei estática olhando a mansão em chamas. Onde estava o Caleb? — Moça...
— Deixa que eu falo com ela — Kevin se materializou em minha frente, com o semblante abalado. — Maya, precisa sair daqui. Está na zona de trabalho dos bombeiros — meu primo me direcionou a um canto isolado, sem dificuldade. Minha família apareceu, aflita, ali também.
— O que aconteceu, Kevin? — Mami veio para o meu lado e me acalentou.
— Ninguém sabe direito... Parece que o fogo começou há horas e só notaram quando a fumaça invadiu as outras casas. — seu olhar estava perdido. Ver meu primo daquele jeito só me atordoou mais.
Eu não conseguia falar nada. Sentia-me impotente...
— E o... — alguma das minhas irmãs falou. Não me atentei direito à voz.
— Ainda não o resgataram. Caleb ainda está lá.
Minhas pernas estremeciam a cada segundo. Eu estava desabando...
— Reforço! — gritaram de dentro. Era um dos profissionais. Meus olhos pularam. — Achamos ele!
— Acharam? — meu corpo enrijeceu. Quis ir lá de novo, mas mamãe me segurou.
— Espere, minha querida. Vamos esperar...
— Eu vou lá, Maya. Vou ficar ao lado dele. Fica tranquila — meu primo segurou meu rosto com as duas mãos, na tentativa de me acalmar. Não funcionou muito. — É melhor vocês irem pra casa. Eu dou notícias — ele mostrou o celular.
— Só me fala se ele está bem... — pedi, apertando o dedo mindinho de Kevin antes de soltá-lo.
— Falo sim, prima.
As próximas horas foram de muita aflição. Ao chegar em casa, não fiz nada que minha mãe e minhas irmãs fizeram; não troquei de roupa, não tomei banho, não guardei minha mala, não dormi... fiquei ali, com o celular na mão esperando que meu primo me mandasse qualquer sinal.
A única coisa que fiz foi orar. Dobrei meus joelhos, em meu quarto, com toda reverência e orei pedindo misericórdia a Deus pela vida de Caleb. Já havia feito isso várias vezes, mas naquela era diferente. Naquele dia, eu tinha muito medo de não ser ouvida.
— Senhor... — as lágrimas caíam sem parar. — que seja feita a Sua vontade.
Por volta das 3h da manhã, não recebi uma mensagem, mas uma foto de Kevin. Cliquei rapidamente em cima e vi a imagem com a seguinte legenda:
"Vaso ruim não quebra."
— Como ele consegue brincar numa hora dessas? — segurei o choro, contemplando a selfie que meu primo havia tirado ao lado de Caleb, que dormia na cama do hospital.