LITERATURA CRISTÃ | TRILOGIA "ATÉ" Livro 2
"Uma das maiores verdades sobre o amor que eu provei e conheci é que ele é uma escolha."
As vidas de Maya e Caleb se cruzaram uma vez e o resultado não foi bom. Por causa dele, ela saiu da cidade com o cora...
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MAYA
Corças ou cervos?
Acordei meio desnorteada e não vi ninguém dentro de casa. Graças a Deus, a tontura já havia passado e eu estava bem melhor. Levantei para tomar uma água e, quando fechei a porta da geladeira, havia uma figura diante de mim. Dei um passo para trás, no susto.
— Bom dia! Como está se sentindo, minha princesa?
O sorriso descomedido de Levi contagiou-me.
— Bom dia. Bem, muito bem, E você?
— A minha vida não importa perto da sua.
Dei uma risada incrédula.
— Que besteira...
Andei até a sala e, pela porta de vidro, vi os três homens pescando. Caleb divertia-se, deixando à vista seu sorriso tão difícil de aparecer. Talvez, por ser tão raro, era ainda mais bonito.
Lembrei-me vagamente da noite anterior e cheguei a cogitar a possibilidade de ter sido apenas um sonho. Não tinha certeza sobre absolutamente nada, pois a sensação era de que eu estive delirando.
Karen apareceu descendo às escadas.
— E aí, querida? Como você...
— Me empresta seu anel, mãe — Levi encurralou-a.
— Guri, vai procurar o que fazer... — desvencilhou-se dele, mas o menino foi rápido e pegou sua aliança.
Então, ajoelhou-se aos meus pés.
— Casa comigo, meu amor.
Dei um sorriso sem graça.
— Esse guri vai ser um perigo quando crescer — Karen tentou levantá-lo.
— Eu já sou um perigo, mãe.
Olhei para sua progenitora e seguramos o riso. Abaixei-me para ficar na mesma altura que ele ajoelhado.
— Levi, muito obrigada pelo seu carinho. Você é um menino muito especial. Posso te dar um abraço?
Seus olhinhos brilharam, quando ele assentiu. Não sei se foi tristeza ou felicidade.
Abracei-o e nos levantamos. Ouvi-o sussurrar, com a voz amassada, antes de me deixar a sós:
— O cara que casar com você vai ser sortudo demais.
Depois disso, os pescadores chegaram. Meu primo acenou para mim e foi na direção de um dos banheiros da parte debaixo da casa. Caio brincou com sua mulher, chamando-a para um abraço com direito à cheiro de peixe e roupa molhada. Fiquei sorrindo, imaginando como era a vida do lado de lá, daqueles que conseguiram um matrimônio feliz. Foi esquisito pensar nisso depois de tanto tempo, quase como um dejavu.