Capítulo 30

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MAYA

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MAYA

Da próxima vez será o nosso lar

Deus não erra. Quem erra somos nós. Quando deixamos de ouvir as orientações celestiais para ouvir o nosso próprio coração. Quando os nossos sonhos estão na prateleira de cima, enquanto os de Deus estão na debaixo. Quando achamos que sabemos mais do que o Senhor. Quando nos moldamos ao padrão mundano. Até que o amemos. Até que deixemos nossas vontades para trás. Até que nada mais importe.

Que bom que esse mesmo Pai é misericordioso. Que bom que Ele dá a chance de corrigirmos nossos erros.

— Para você — senti o aroma das lindas rosas vermelhas que Caleb acabava de me entregar, quando abri a porta em plena manhã de domingo. Não pude evitar o sorriso instantâneo.

Sua mão segurou a minha. Queria que ele nunca soltasse. Que nossas mãos entrelaçadas apontassem para a vida inteira que teríamos pela frente, onde viveríamos o amor para a honra e glória de Deus e pela bondade dEle conosco.

— Obrigada — fiz uma reverência, gracejando por seu cavalheirismo. Borboletas passeavam na minha barriga.

Ele usou o nosso contato para puxar-me a um abraço carinhoso.

— Eu sabia que seria esquecido quando isso acontecesse — Kevin reclamou, de braços cruzados.

Dei uma risada e permaneci ao lado do meu futuro esposo, com ele mantendo um braço sobre meu ombro quando nos viramos na direção do meu primo. Já fazia alguns dias desde que Caleb e eu havíamos firmado um compromisso, mas era a primeira vez que Kevin nos via juntos de fato.

— Oizinho, paz seja contigo — estendi minha mão livre para saudá-lo.

— Uau! Eu pensei que estava invisível.

— Ele fica fofo com ciúmes — Caleb brincou, balançando as sobrancelhas.

— Muito — Concordei, apertando a mão de Kevin, quando ele, enfim, cedeu o contato.

— Brincadeiras à parte — vi-o abrir um sorriso grande em nossa direção e dar uma batidinha nas costas de Caleb — eu amo vocês. Que Deus abençoe essa nova jornada. Mal posso esperar pelo bolo do cas... quer dizer, pelo casamento. Vou precisar de lenços.

— Você nem chora — franzi o cenho. Virei o rosto e sussurrei para Caleb — nunca o vi chorar.

— Nem no dia do incêndio. Pelo contrário, ficou rindo da minha cara enquanto pôde.

— Eu não disse que ia chorar por vocês. Vou chorar de tão bom que o bolo vai estar — balançou as sobrancelhas. Kevin era a personificação do "perco o amigo, mas não perco a piada".

Meneei a cabeça negativamente, com um sorrisinho de desaprovação.

— Vou ter que resolver os últimos detalhes da Confraternização, mas podemos conversar um pouco. Entrem — abri espaço.

Até que te ameiOnde histórias criam vida. Descubra agora