Capítulo 6

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MAYA

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MAYA

Entre galhos e chifres

Eram 15h de uma quarta-feira e eu ajudava na Padaria El Amor, da minha família, atendendo alguns clientes para cobrir uma funcionária que havia faltado. O movimento estava pouco até que alguém apareceu.

— Boa tarde. Quanto está custando uma fatia do bolo de cenoura? — Kevin alocou-se no assento próximo do balcão com um sorriso travesso.

Encenei com a mesma cordialidade.

— Boa tarde, querido cliente. Custa apenas R$3,00.

— E o bolo inteiro?

— Está na promoção por R$19,90.

Quando observei-o pegar a carteira, eu já ia parar a brincadeira e dizer que não precisava pagar. Mas ele falou primeiro:

— Quem se desculpa com a prima tem cupom de desconto?

Não consegui conter a gargalhada.

— Me desculpe por ter sido um chato, abelha rainha — Kevin me surpreendeu com um abraço apertado assim que me ajustei ao seu lado, saindo da ala de funcionários. — Você está bem? Está inteira? Fiquei sabendo do que aconteceu e me preocupei bastante.

— Não peça desculpas — Fitei-o sem ressentimentos, garantindo seu sossego. — E estou bem sim, graças a Deus. O Senhor Eterno sabe trazer a provisão na hora certa. Ele me salvou, como sempre.

Vi seu sorriso aliviado e me exultei. Quando minha mami saiu de perto dos fornos e viu que Kevin estava ali, acabou trazendo seu famigerado bolo de cenoura para meu primo e eu lancharmos. Além disso, me liberou do serviço do restante do dia.

— Agora vê se não vai mais inventar de andar sozinha por aí, viu? — Depois de limpar a boca com o guardanapo, ele tentou me dar um peteleco na orelha e eu me afastei para me desviar.

— Isso não será possível — dei de ombros, fitando a vista lá fora — Tenho algumas coisas a resolver que ninguém pode fazer além de mim e pretendo ir hoje mesmo.

Meu primo cruzou os braços.

— Exemplo?

— Comprar vasos de plantas.

Kevin semicerrou os olhos em minha direção.

— Estou falando sério, primo. Faz um tempo que preciso comprar isso e só eu posso ir porque... — lambi os lábios, pensando nas palavras certas. Qualquer menção a Caleb podia estragar aquela tarde harmoniosa. Tentei encontrar o equilíbrio entre não mentir e não falar que as plantinhas eram para a casa do meu ex-noivo. — é...

— Tudo bem, vou contigo. Quer ir agora?

Meneei a cabeça negativamente, achando a ideia absurda. Mami apareceu bem na hora para retirar a louça e limpar a mesa.

Até que te ameiOnde histórias criam vida. Descubra agora