Capítulo 7

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MAYA

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MAYA

Os que passam de largo

— Quero mais, amiga! — Sofia lambeu os dedos, após engolir o último pedaço de biscoito que lhe dei. — Filha de confeiteira, confeiteirazinha é!

— Esse neném também está com fome... — Mônica, com o Miau no colo, afirmou. Eu ainda não tinha reencontrado o dono dele. Depois, observei-a fitar o bichinho nos olhos, acariciando-lhe as orelhas — Você não é mais da Maya. É só meu!

Meneei a cabeça, rindo das duas, e depois fui buscar, no forno, os biscoitos restantes que acabavam de ficar prontos. O cheiro adocicado no ar preenchia o ambiente.

— Qual a probabilidade de você entregar os biscoitos ao Caleb, ele sorrir de maneira cordial, depois disso você convidá-lo para minha comemoração de noivado e ele aceitar? — Sofia perguntou, brincalhona, indo até à pia perto de onde eu estava para roubar mais um biscoito.

— Eu chutaria 99% — Mônica expôs. Eu e a loirinha nos entreolhamos incrédulas — ...de que ele recusaria.

— Onde está sua fé, menina de Deus? — Sofia voltou ao seu lugar e eu sentei-me entre as duas, encarando a morena, depois de trazer os biscoitos para continuarmos nosso papo. — Mas... preciso ser realista com vocês. Minha intenção com o Caleb é estritamente amigável.

As minhas amigas desataram a rir juntas. Parecia até combinado.

— Maya, mas é você que está se acusando — Mônica deu-me um beijo na bochecha, após perceber que eu fiquei sem graça — Amiga, nós sabemos que não havia ninguém melhor para levar a Palavra para ele.

— Acredito fielmente em você, pão-de-mel — A loirinha deu-me uma piscadela risonha sob a qual eu sabia que havia desconfiança. — Mas seria legal se ele fosse à comemoração. Vai ter os jovens da igreja, comida, bíblia... desconheço um ambiente melhor.

Refleti acerca do que elas me disseram e levei tudo em consideração para dar meus próximos passos.

Mais tarde, antes de fazer a visita a Caleb, orei de todo meu coração ao Senhor. Queria que a minha intenção estivesse inteiramente voltada à piedade que eu tinha por ele e não por nenhum outro motivo carnal. Eu sabia que motivações erradas poderiam me fazer prosseguir pelo caminho da desobediência, ao invés do contrário.

Fui de bicicleta. Assim que cheguei, estacionei-a em frente à mansão e segui em direção ao portão que estava aberto. Antes, segurei em minhas mãos o pote de biscoitos que estava na pequena mochila sobre as minhas costas e aguardei em frente à porta de vidro, após, corajosamente, apertar a campainha.

— Oi, gatinha — Alguém abriu a porta. Pulei para trás, surpresa. Quem estava ali era um menino de prováveis 11 anos, que mudou a expressão séria para um sorriso travesso quando me viu. — Como se chama?

Até que te ameiOnde histórias criam vida. Descubra agora