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Ecos do Que Foi

Bill

O som das teclas ainda era seu refúgio. Cada palavra escrita parecia libertar mais um fragmento da dor antiga. Mas, às vezes, no silêncio entre um parágrafo e outro, ele se lembrava dela — S/n.
Bill via nela a coragem que inspirou todas as suas histórias. Em sua mente, ela sempre caminhava entre a luz e as sombras, um reflexo do que todos eles foram. E, quando escrevia sobre o amor — aquele amor que desafiava monstros —, era o rosto dela que surgia em sua imaginação.

Beverly

Beverly misturava tintas, e as cores ganhavam vida como lembranças. Pintava rostos, memórias, e sonhos.
Em uma de suas telas, retratou S/n com o olhar distante, como se visse algo que ninguém mais podia ver — talvez o eco de um amor impossível.
Beverly entendia o que era amar o que te destrói, porque também amara o medo em forma de homem, e aprendera a transformar dor em beleza. Quando via S/n, via o mesmo processo — a luta de alguém tentando curar o coração de algo que nunca deveria ter existido.

Ben

Ben observava o horizonte ao correr pela manhã. O ar frio de Derry ainda guardava lembranças.
Ele pensava em S/n com carinho. Sabia o quanto ela havia se doado, acreditado, e se perdido. Ele a admirava — não por sua força aparente, mas por sua capacidade de sentir, mesmo depois de tudo.
Ben sempre acreditou que o amor verdadeiro não destrói — ele constrói. E, em silêncio, desejava que um dia ela se permitisse encontrar um amor assim.

Mike

Mike registrava nomes, datas, lugares — e sentimentos.
Nos arquivos secretos de Derry, ele escreveu sobre Pennywise, mas também sobre ela.
Porque S/n era uma parte viva daquela história. A prova de que o monstro podia enganar, mas não podia vencer completamente.
Mike sabia que o que existiu entre os dois — entre S/n e a criatura — era algo que a lógica não explicava. Um laço nascido do medo, moldado pela solidão. E mesmo ele, o estudioso, não sabia se chamaria aquilo de amor... ou de maldição.

Eddie

Eddie ria de si mesmo enquanto tentava aprender a dançar. A vida era curta demais para tanto controle.
Mas às vezes, em meio ao riso, lembrava de S/n.
Lembrava da forma como ela olhava para o nada, como se ainda sentisse uma presença observando-a. Ele queria dizer que o tempo curava tudo — mas sabia que não era verdade.
Ele torcia para que ela deixasse aquele amor impossível morrer, da mesma forma que todos eles deixaram o medo morrer.

Richie

Richie fazia piadas sobre tudo — até sobre monstros que amam.
“Quem diria, o palhaço assassino apaixonado... alguém devia escrever isso!”
Mas no fundo, Richie sabia que aquela história não era engraçada.
Ele via a dor de S/n em cada pausa entre risadas. Via o vazio que Pennywise deixara nela, e às vezes, quando olhava para o espelho, via também o próprio medo de amar e ser destruído.
Talvez fosse isso o que o tornava humano — sentir demais e esconder com humor.

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S/n

À noite, quando todos dormiam, S/n ainda o sentia.
Não como uma presença física, mas como uma lembrança pulsante. O eco de um olhar, o som de uma risada que misturava amor e loucura.
Ela o amara — intensamente, absurdamente.
E por mais que tivesse tentado amar outros depois, nenhum amor teve o mesmo peso. Nenhum atravessou sua alma daquela forma.
Pennywise havia sido sua perdição e sua descoberta. Ele a mostrou o abismo, e também o quanto ela era capaz de sobreviver.
Mas o amor que ela sentiu por ele... ainda vivia em algum canto secreto, onde a razão não alcançava.
E ela odiava isso. Odiava porque ainda doía.
Mas também compreendia: havia beleza até no amor que destrói, porque ele a ensinou a se reconstruir.

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Pennywise

No escuro entre mundos, ele ainda existia — fragmentado, enfraquecido, mas consciente.
E mesmo ali, entre ecos e sombras, ele lembrava dela.
Do toque, do olhar, da coragem tola que desafiou seu poder.
Ele a odiava por tê-lo feito sentir. Por tê-lo feito fraco.
Mas, acima de tudo... ele a amava.
Um amor que não sabia ser terno, apenas faminto. Um amor que não pedia — tomava.
E mesmo agora, reduzido ao nada, ele a chamava em pensamentos.
Porque para uma criatura feita de medo, ela foi a primeira coisa que se pareceu com luz.
E se um dia ele voltasse...
não seria por vingança.
Seria por amor.

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É isso aí galerinha,aproveitem por que demorei pra fazer

Pennywise O Palhaço AssassinoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora