O QUE DESPERTA NO ESCURO
O salão tremeu mais uma vez, agora com violência suficiente para fazer rachaduras surgirem nas paredes vivas. O lago luminoso ondulou, distorcendo os rostos presos em sua superfície até virarem gritos silenciosos.
s/n quase perdeu o equilíbrio, mas Pennywise a segurou pela cintura antes que ela caísse.
— “Não olhe para trás,” — ele ordenou, a voz agora dura, antiga.
Não havia mais hesitação nela. Havia instinto.
— Pennywise… — ela começou, mas foi interrompida.
— “Eles sentiram você,” — ele disse, puxando-a com urgência.
— “E quando sentem medo misturado com escolha… eles vêm.”
Um corredor se abriu à esquerda, como se o próprio lugar estivesse obedecendo a ele. As paredes se afastaram, revelando uma passagem estreita, pulsante, iluminada por veias azuladas.
s/n correu ao lado dele, o coração martelando no peito.
— Quem são eles? — ela perguntou, ofegante.
Pennywise não respondeu de imediato. Seus olhos estavam fixos à frente, atentos, como se enxergasse coisas além do espaço.
— “Aqueles que acham que podem salvar o que já escolheu cair.”
Antes que s/n pudesse reagir àquela frase, um som ecoou atrás deles.
Passos.
Rápidos. Humanos.
— s/n! — uma voz gritou à distância.
Era real. Familiar. Desesperada.
Ela parou por reflexo.
— Eles… eles estão aqui de verdade.
Pennywise girou bruscamente para encará-la.
— “Você quer que eles a vejam aqui?”
A voz dele baixou, perigosa.
— “Quer que vejam isso?” — ele abriu os braços, e por um segundo o ambiente revelou sua verdadeira forma: não paredes, não chão — mas algo infinito, faminto, consciente.
s/n sentiu o estômago revirar.
— Não… — ela sussurrou. — Eles não podem.
O rosto de Pennywise suavizou por um instante.
— “Então decida.”
Ela engoliu em seco.
— O quê?
— “Se você dá mais um passo comigo… ou se volta agora.”
Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, forçando-a a encará-lo. — “Depois disso, eles nunca mais poderão tocar em você.”
O chão atrás deles começou a se abrir, revelando sombras se contorcendo, tentando subir.
— s/n! — a voz gritou de novo, mais perto.
O medo atravessou o corpo dela como eletricidade.
Mas não era só medo.
Era clareza.
Ela olhou para Pennywise — para o monstro, o erro, o abismo — e percebeu algo que a apavorou mais do que qualquer outra coisa:
Ela confiava nele.
— Eu fico — disse, firme.
O mundo gritou.
As sombras explodiram em luz azul, e Pennywise a puxou contra si, envolvendo-a completamente. O espaço se dobrou, rasgando-se como papel.
— “Então segure-se,” — ele murmurou ao ouvido dela.
— “Porque agora… eles vão ver quem realmente me enfrenta.”
O chão desapareceu.
E quando s/n abriu os olhos, já não estava mais correndo.
Estava sentada.
Em um lugar calmo demais.
Uma rua antiga. Silenciosa. Um bueiro à frente.
— Onde estamos? — ela perguntou, a voz baixa.
Pennywise estava ajoelhado ao lado dela. Não como predador.
Como guardião.
— “Na única memória que eu nunca consegui mudar.”
Ela sentiu o coração apertar.
— A minha?
Ele assentiu lentamente.
— “E se você quiser continuar… vai ter que encarar o que eu vi primeiro.”
Do bueiro, um som ecoou.
Uma risada.
Infantil.
s/n sentiu um arrepio profundo.
— Pennywise… — ela sussurrou.
Ele levantou os olhos para ela, sério como nunca.
— “Não tenha medo,” — disse.
— “Dessa vez… eu estou aqui.”
E, lentamente, algo começou a subir do escuro.
Algo que não era ele.
É isso gnt
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Pennywise O Palhaço Assassino
ParanormalContém:. Morte. Palavras de baixo calão. Sexo. O pior que imaginarem tem aqui. não me responsabilizo pelo pagamento da psicóloga.
