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O Peso do Silêncio

O papel ainda tremulava na mão de Bill, como se tivesse vida própria.
S/n fixava o olhar na frase “ELA É MINHA” enquanto seu coração batia rápido demais, como se quisesse fugir do próprio peito.

— Isso é uma ameaça… ou outra coisa? — ela murmurou, sem conseguir encarar ninguém.

Richie riu nervoso.

— Com aquele palhaço, ameaça e declaração de amor viram a mesma merda.

Eddie empurrou Richie pelo ombro.

— Cala a boca, Richie! Ela já tá apavorada!

Beverly se aproximou de S/n e segurou seu queixo com delicadeza, forçando-a a levantar a cabeça.

— Escuta… você não está sozinha. Não desta vez.

S/n queria acreditar nisso. Mas era difícil quando a presença dele — mesmo fragmentada — parecia mais íntima que o toque humano.

Ben se aproximou devagar.

— Você sentiu alguma coisa? Tipo… ele?

S/n hesitou. Depois assentiu, fraca.

— É como se… uma parte dele estivesse aqui. Não no quarto… mas em mim.

Richie abriu os olhos, horrorizado.

— Ah não. NÃO. Nada de posse demoníaca versão palhaço, por favor.

Mike largou o livro na mesa com um baque.

— Então está começando — disse, sério. — Ele está tentando se conectar de volta através de você.

S/n sentiu um arrepio frio subir pela coluna.

— Então ele… está usando meu amor pra voltar?

Silêncio.

Ninguém teve coragem de negar.

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O Espelho Quebrou Primeiro

S/n sentiu uma pressão leve na nuca, como se alguém a chamasse.
O corredor estava escuro, mas ela caminhou até lá como se estivesse sendo guiada.

— S/n! — Ben chamou, indo atrás dela.

Bill tocou seu ombro ao ver para onde ela ia.

— Não chega perto do espelho — avisou.

Mas era tarde.

O reflexo já tinha mudado.

Não era mais ela.

Era ele.

A sombra atrás do vidro se curvava numa postura familiar, alta demais, distorcida demais.
Os olhos amarelos brilhavam como chamas na neblina.

A voz veio dentro da cabeça dela:

“Ainda muito bonita…”

S/n prendeu a respiração.

— Sai… sai da minha mente!

O reflexo sorriu, abrindo um sorriso largo demais, cruel demais, e ainda assim… triste.
Quase humano.

“Você sente minha falta…”

As pernas dela quase falharam.

Beverly a puxou para trás, mas o espelho reagiu sozinha — rachando em cinco linhas profundas.

Bill ergueu um braço para protegê-la quando o vidro explodiu, lançando cacos brilhantes.

Entre os estilhaços, uma forma apareceu por um segundo:

Um olho amarelo.
Gigante.
Piscando diretamente para ela.

— Ah, ótimo — Richie murmurou. — O palhaço versão Big Brother.

O olho desapareceu.
O silêncio que ficou era mais assustador do que qualquer risada.

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Entre-Mundos

Pennywise emergia lentamente das sombras líquidas, reconstruindo-se pedaço por pedaço.
Era como se seu corpo estivesse sendo puxado pelo sentimento — pelo medo deles, pela saudade dela.

“Ela ainda me ama…”

A voz ecoou em si mesmo.

“E é isso que me traz de volta.”

Imagens de S/n surgiam no seu campo mental — o olhar dela, o toque dela, o jeito como enfrentava tudo até quando tremia.

O riso dele ecoou, mas era diferente.
Mais baixo.
Mais intenso.

“Eu vou voltar pelo coração dela…
E quando eu estiver inteiro…”

Ele estendeu a mão.
Sombras tomaram a forma dos Perdedores — ajoelhados, quebrados, derrotados.

“…eles vão sofrer.
Não por fome…
mas por amor.”

Ele se ergueu com uma força nova.

“Vamos começar…”

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A Casa Começa a Respirar

A casa de Bill tremeu.
As paredes fizeram um som parecido com um suspiro.
Como se estivessem… vivas.

— Ele abriu a primeira fenda — Mike avisou.

Eddie arregalou os olhos.

— PRIMEIRA?! Quantas mais ele quer?

Mike fechou o livro.

— Ele não está voltando da mesma forma. Ele está voltando por ela.

S/n sentiu o peso daquelas palavras.

— Então eu sou… a entrada?

Ben segurou sua mão com força.

— Você não é nada dele.

Ela quis acreditar.
Mas aquela voz dentro dela não ajudava.

Richie engoliu seco e se aproximou.

— S/n… me escuta. Isso aqui não é sobre o que você sentiu. O cara era uma criatura, não um namorado.
Ele mordeu o lábio.
— A gente não pode perder você agora.

Bill também se aproximou.

— Se ele tentar te puxar… se você ouvir a voz dele… qualquer coisa.
Ele tocou o ombro dela.
— Me chama. Eu venho.

As luzes estouraram todas ao mesmo tempo.

Os móveis arrastaram sozinhos, como mãos invisíveis empurrando tudo para os cantos da sala.

E então, no ar, como fumaça vermelha sendo escrita:

VOCÊ NÃO PODE FUGIR DE MIM.

S/n colocou a mão no peito.
Sentiu algo — uma mistura de dor e desejo — apertar por dentro.

— Por que eu ainda sinto isso por você? — ela murmurou, sem perceber que disse em voz alta.

A resposta veio de todos os cantos da casa:

“Porque você me amou.”
“E eu…”

A voz ficou mais grossa.
Mais real.

“…estou voltando.”

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É isso besties
A foto de capa é o charme

Pennywise O Palhaço AssassinoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora