A porta atrás de s/n bateu com tanta força que o som ecoou pelo ambiente distorcido. A luz vermelha parecia pulsar como um coração batendo, deixando tudo mais claustrofóbico.
s/n respirou fundo, mantendo o olhar firme em Pennywise.
— Você disse que ia me mostrar a verdade… então mostra — ela insistiu.
Pennywise deu um passo à frente, o som de suas botas ecoando como se cada pisada fosse feita sobre madeira oca. Ele inclinou o rosto para o lado, observando s/n com uma expressão impossível de decifrar.
— “Você é ousada… muito mais do que a maioria.”
Ele sorriu. “Mas ousadia tem um preço.”
s/n não desviou o olhar.
— E eu estou disposta a pagar.
Por um instante, o palhaço pareceu surpreso — como se não esperasse que ela respondesse tão rápido. Os balões ao redor começaram a flutuar de forma estranha, como se estivessem vivos, tremendo levemente cada vez que Pennywise se movia.
Ele levantou a mão, lentamente, e tocou um dos balões. O balão estourou sem fazer barulho algum — apenas sumiu, como se nunca tivesse existido.
— “Tudo começa aqui…” — disse ele, apontando para o chão.
s/n olhou para baixo. O piso de madeira começou a se deformar, como água sendo tocada por uma pedra. Uma espécie de espelho líquido se formou, refletindo o rosto dela e… algo atrás.
Algo que não estava na sala.
— O que é isso? — s/n perguntou, tentando dar um passo para trás.
Pennywise a segurou pelo pulso, mas o toque não foi agressivo. Foi firme, quase cuidadoso.
— “A primeira verdade.”
A voz dele ficou mais baixa, mais grave.
— “Você não está aqui por acaso, s/n.”
s/n arregalou os olhos.
— Como assim?
— “Você acha que veio me procurar… mas fui eu quem encontrou você muito antes.”
A sala tremeu levemente.
A imagem no reflexo começou a se transformar. Agora mostrava s/n, anos mais nova, parada no meio de uma rua estreita e sombria. Algo parecia observá-la do bueiro.
s/n sentiu as mãos tremerem.
— Isso… isso aconteceu mesmo? Eu era criança… mas não lembro disso…
Pennywise sorriu devagar, aproximando o rosto do dela.
— “Algumas memórias dormem. Outras… eu faço questão de guardar pra você.”
s/n recuou um passo.
— Por quê?
Ele se aproximou novamente, rápido, quase surgindo na frente dela.
— “Porque você me intrigou desde o primeiro instante.”
A respiração de s/n acelerou. O ambiente ficou mais quente, mais sufocante. Pennywise abaixou a cabeça um pouco, deixando os olhos amarelos brilharem ainda mais.
— “Quer mais verdades?” — ele perguntou, a voz suave porém inquietante.
— “Ou prefere continuar acreditando que você veio até aqui apenas por coragem?”
s/n o encarou, o coração batendo como um tambor.
— Eu quero tudo. Sem esconder nada.
Por um momento, Pennywise parou. Observou s/n como se ela fosse algo raro, algo que ele não via há muito tempo.
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Pennywise O Palhaço Assassino
ParanormalContém:. Morte. Palavras de baixo calão. Sexo. O pior que imaginarem tem aqui. não me responsabilizo pelo pagamento da psicóloga.
