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Derry não anunciou a chegada deles.

Não com trovões.

Não com rachaduras no céu.

Mas com pequenos desalinhamentos.

Uma porta que demorava meio segundo a mais para fechar.

Um reflexo que persistia tempo demais no vidro.

Um silêncio que parecia ouvir de volta.

Bill foi o primeiro a falar.

Ele estava parado na calçada, olhando para a placa enferrujada:

DERRY — POPULAÇÃO 33.147

Ele já tinha visto aquele número antes.

Mas não lembrava dele parecer… consciente.

Bill Denbrough passou a mão pelo cabelo, respirando devagar.

— Não parece hostil — ele disse.

Richie, ao lado dele, soltou um pequeno riso nervoso.

Richie Tozier colocou as mãos no bolso da jaqueta.

— Isso é literalmente pior.

Bill olhou para ele.

— Por quê?

Richie respondeu sem humor:

— Porque eu não sei como lutar contra algo que não está tentando me matar.

Do outro lado da rua, Beverly observava os dois.

Beverly Marsh não parecia frágil.

Mas também não parecia pronta.

Ela parecia… aberta.

O que era mais perigoso.

Ben se aproximou dela devagar.

Eles não se tocaram.

Mas não precisaram.

— Você sentiu também — Beverly disse.

Ben assentiu.

— Sim.

Uma pausa.

— Não é fome.

Isso fez Beverly estremecer levemente.

Porque fome era algo que eles entendiam.

Fome era simples.

Fome era previsível.

Isso não era.

Eddie chegou por último.

Eddie Kaspbrak desceu do carro com hesitação visível.

Seus olhos percorriam tudo.

Calculando riscos.

Mapeando ameaças.

— Nada está errado — ele disse.

Uma pausa.

— E isso está errado.

Richie sorriu levemente.

— Bom ver que sua ansiedade continua perfeitamente calibrada, Eds.

Eddie não respondeu.

Ele estava ouvindo algo.

Não um som.

Uma ausência.

Pennywise O Palhaço AssassinoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora