O primeiro a chegar foi Ben.
Não com anúncio.
Não com certeza.
Apenas com a necessidade silenciosa de estar ali.
Derry não o recebeu com hostilidade.
Recebeu com reconhecimento.
Ben Hanscom parou na entrada da cidade, dentro do carro ainda desligado. Suas mãos estavam apoiadas no volante, mas ele não olhava para a estrada.
Ele olhava para o ar.
Como se esperasse que algo tomasse forma.
Nada tomou.
E isso era o mais estranho.
Porque antes, sempre havia sinais.
Balões.
Sombras.
Reflexos errados.
Agora havia apenas… espaço.
Ele saiu do carro.
Respirou fundo.
O ar de Derry ainda era o mesmo.
Mas não era idêntico.
Era como uma casa depois de uma reforma invisível.
Estrutura intacta.
Essência alterada.
—
Mike estava esperando.
Não na estrada.
Mas sabendo exatamente quando Ben pisaria na calçada da biblioteca.
Ele abriu a porta antes mesmo que Ben levantasse a mão para bater.
Eles se olharam por um momento.
Anos comprimidos naquele silêncio.
— Você também sentiu — Ben disse.
Não como pergunta.
Mike assentiu.
Mike Hanlon parecia mais velho do que Ben lembrava.
Mas não mais fraco.
Mais… estável.
— Não é um retorno — Mike disse.
— Eu sei.
Ben entrou.
Seus olhos percorreram o lugar.
Memórias encaixando nos mesmos espaços físicos.
Mas sem a dor aguda de antes.
Isso o confundiu mais do que qualquer coisa.
— Onde ele está? — Ben perguntou.
Mike demorou um segundo para responder.
— Aqui.
Uma pausa.
— Mas não está caçando.
—
Do outro lado da cidade, s/n sentiu o momento em que Ben entrou em Derry.
Não como presença física.
Mas como reforço estrutural.
Ela estava sentada perto da janela quando Pennywise falou.
— “Mais um.”
Ela não perguntou como ele sabia.
Ela apenas assentiu.
— Isso torna mais estável — ela disse.
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Pennywise O Palhaço Assassino
ParanormalContém:. Morte. Palavras de baixo calão. Sexo. O pior que imaginarem tem aqui. não me responsabilizo pelo pagamento da psicóloga.
