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Quando a Casa Respira Sangue

A fumaça vermelha com a frase “VOCÊ NÃO PODE FUGIR DE MIM” ainda pairava no ar quando S/n sentiu as pernas fraquejarem.
Bill segurou ela pelos ombros.

— Fica comigo — disse, firme, decidido.

Mas antes que ela pudesse responder, um som ecoou pela sala.
Um som suave.
Quase carinhoso.

Uma risada.

Não a risada de chacota.
Nem a risada cruel.

Era… íntima.
Quase como se ele estivesse encostado no ouvido dela.

S/n cobriu a boca, tremendo.

— Ele está aqui.

Todos se moveram ao mesmo tempo.

Ben ficou ao lado dela, como um escudo.

Beverly pegou uma barra de ferro encostada na parede — sem saber se aquilo serviria contra um ser que nem sempre era sólido, mas era o que ela tinha.

Richie segurou a lanterna com as duas mãos, como se fosse uma arma.

Eddie respirava rápido demais, quase hiperventilando.

Mike folheava o livro como se procurasse uma resposta urgente.

Bill encarou o centro da sala.

— Mostre-se.

A risada cessou.

Por um momento, nada aconteceu.

Então…

Um balão vermelho subiu do chão, devagar, como se estivesse preso a um fio invisível.

Todos recuaram — menos S/n.

Ela encarou o balão.
Seu coração batia tão forte que parecia um tambor dentro do peito.

O balão estourou.

E uma nuvem de sombra se espalhou no ar — se retorcendo, ganhando forma, como músculos, como pele, como dentes.

Beverly gritou:

— Ele está se formando aqui!

Richie puxou Eddie:

— Vem pra trás! AGORA!

Mas S/n não se mexeu.

Ela estava paralisada.

Não por medo.

Por reconhecimento.

A sombra tomou forma de mãos… depois braços… depois uma silhueta alta demais, fina demais, com a cabeça inclinada para o lado.

E uma voz saiu de dentro da neblina, grave, lenta, arrastada:

— Eu… estou… voltando…

Os olhos amarelos se abriram.

Bill puxou S/n para trás, mas ela não conseguia desviar o olhar.

Um sentimento estranho cresceu dentro dela — algo perigoso, familiar…
Uma mistura de saudade e terror.

— Por que você…? — ela tentou falar, mas a voz falhou.

A sombra sorriu, dentes longos aparecendo em camadas.

— Porque você… me chamou.

Os outros se entreolharam em pânico.

— Ela NÃO chamou ninguém! — Ben avançou um passo, sem medo. — Não toque nela!

Pennywise O Palhaço AssassinoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora