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O relógio na parede marcou 07:12.
O som era comum. Seco. Regular.
Mas, para todos ali, carregava um peso novo — não de tensão, mas de realidade.
Tempo passando… sem ameaça escondida.
—
Richie foi o primeiro a quebrar o silêncio:
— Então… alguém mais tá achando isso estranhamente bom ou eu que tô ficando emocionalmente instável?
Eddie respondeu quase automático:
— Você sempre foi instável.
— Justo.
Mas ele não fez uma piada depois disso.
E esse detalhe não passou despercebido.
—
Na cozinha, Beverly começou a preparar café.
O gesto era simples, automático, quase mecânico — mas havia algo diferente na forma como ela se movia.
Sem pressa.
Sem olhar por cima do ombro.
Sem esperar que algo desse errado.
—
Ben encostou na bancada.
— A gente devia anotar isso.
Beverly olhou de lado.
— Anotar o quê?
— Esse momento. Como… referência.
— Referência de quê?
Ele pensou por um segundo.
— De que é possível.
—
Stanley, ainda sentado, ajustou os óculos.
— Memórias estáveis ajudam a manter padrões estáveis.
Richie levantou a mão de novo:
— Tradução número três?
— Lembrar disso pode impedir a gente de voltar ao que era antes.
—
Silêncio.
Dessa vez, não desconfortável.
Só… absorvido.
—
s/n olhou para Pennywise.
Ele estava próximo à janela agora.
Não escondido.
Não centralizando atenção.
Apenas ali.
Observando.
—
— O que você sente agora? — ela perguntou.
Ele demorou mais do que o normal para responder.
— “Não é fome.”
Uma pausa.
— “Mas também não é vazio.”
—
Ela inclinou a cabeça, curiosa.
— Então o que é?
—
Ele olhou para fora.
Para a rua.
Para as pessoas que começavam a aparecer.
Para o movimento simples da vida acontecendo sem interferência.
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Pennywise O Palhaço Assassino
ParanormalContém:. Morte. Palavras de baixo calão. Sexo. O pior que imaginarem tem aqui. não me responsabilizo pelo pagamento da psicóloga.
