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A correção não começou em Derry.

Começou nas bordas.

Em lugares onde o tempo já havia se dobrado antes — e deixado marcas que nunca desapareceram completamente.

Mike sentiu primeiro.

Não como dor.

Como memória ativa.

Ele estava sozinho na biblioteca, organizando registros que ninguém mais lia. Seus dedos deslizavam pelas lombadas, mas sua atenção estava em outro lugar.

O ar estava… familiar demais.

Ele parou.

O coração desacelerou, não acelerou.

Porque ele conhecia aquela sensação.

— Não… — ele murmurou.

O nome não veio como medo.

Veio como reconhecimento.

Mike Hanlon fechou os olhos.

E sentiu.

Não o despertar de algo antigo.

Mas o desalinhamento de algo que deveria estar dormindo.

Ou morto.

Ou terminado.

Mas não estava.

Ele caminhou até o telefone.

Ficou olhando para ele por um longo tempo.

Anos atrás, ele tinha feito aquelas ligações com mãos tremendo.

Agora, suas mãos estavam firmes.

Porque isso era diferente.

Isso não era um retorno.

Era uma interferência.

Ele discou o primeiro número.

Bill acordou antes do telefone tocar.

Sentou na cama, respirando fundo, como alguém que tinha ouvido seu nome ser chamado em um sonho que não conseguia lembrar completamente.

Então o telefone tocou.

Ele não se assustou.

Apenas atendeu.

— Mike.

Não era uma pergunta.

Do outro lado da linha, Bill Denbrough ficou em silêncio por um segundo.

— Você sentiu — Mike disse.

Bill olhou pela janela.

O mundo parecia normal.

Mas ele sabia melhor do que confiar em aparências.

— Sim.

Uma pausa.

— Não é ele.

Mike respirou fundo.

— Não como antes.

Isso era o que tornava tudo mais perigoso.

Em outro lugar, Beverly deixou cair o copo antes mesmo de perceber por quê.

O vidro se partiu no chão, o som alto demais para um acidente tão pequeno.

Ela ficou olhando os pedaços.

Pennywise O Palhaço AssassinoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora