Amos Kane, King's Cross.
Amos Kane encontrou a personificação do caos e da selvageria tornada manifesta que o mundo em geral conhecia como Harry Potter no Cairo, mais precisamente no Museu Egípcio do Cairo. Amos havia passado por lá por causa de uma ligação de Julius; ele precisava que Amos fosse imediatamente ao seu local de trabalho para resolver algo.
Julius raramente, ou nunca, dizia a Amos para que precisava de ajuda. Não era um homem dado a boas maneiras nem alguém que aceitasse ser questionado; Julius exigia que as pessoas o ouvissem e se considerava acima de críticas quando acreditava saber mais do que os outros — o que acontecia noventa e nove por cento do tempo.
Quando Amos viu Harry pela primeira vez, o garoto estava parado diante de uma estátua de Anhur, examinando-a com olhos vidrados e uma expressão de tédio, como se considerasse a história antiga do povo e da linhagem de Amos algo completamente desinteressante.
A princípio, Amos pensou que Harry fosse um turista, ou pelo menos alguma criança arrastada pelos pais para o calor e as areias do deserto. Alguém sem interesse pela profunda história escondida sob aquelas dunas.
Mas, quanto mais se aproximava do garoto que viria a conhecer como Harry Potter, mais algo parecia errado.
Era como se o ar tivesse se tornado pesado pela antecipação de uma caçada iminente ou de uma batalha destinada a terminar em um banho de sangue. Como se o garoto fosse algo faminto por uma violência indescritível.
Ainda assim, Amos se surpreendeu ao descobrir que o garoto não estava com a família.
Ele estava acompanhado de ninguém menos que Tomoe Makoshi — a chefe de Amos e Julius quando trabalhavam como agentes da ICE.
Eles atuavam especificamente no Departamento C da organização; eram responsáveis por conter ameaças ao Duat que a ICE não conseguia lidar naquele momento. Fosse em campo ou envolvendo o único residente permanente que habitava a terra dos deuses.
Quando os dois saíram do escritório de Julius, seu irmão mais velho parecia prestes a explodir de raiva — uma emoção rara para aquele homem severo.
Ao que tudo indicava, Ruby — sua esposa — não tinha sido totalmente sincera sobre o que estava acontecendo na Inglaterra.
Ambos haviam ouvido falar da aparentemente impossível ressurreição de Voldemort, algo que Ruby minimizara em um grau alarmante.
Se Amos fosse um homem de apostas, teria apostado que Ruby não queria que Julius se preocupasse com ela ou com o filho que carregava no ventre.
Ela havia dito a Amos e Julius que Voldemort tinha interesse apenas no mundo mágico, que ela e os pais estavam seguros, já que raramente — ou nunca — interagiam com esse mundo graças à linhagem de sua família.
Porque a linhagem Faust não era bem-vinda em lugar algum do mundo mágico.
Ou Ruby havia mentido deliberadamente, ou realmente ignorava a ameaça que Voldemort representava.
Mas não foi Makoshi quem informou os irmãos Kane sobre o verdadeiro perigo.
Foi o garoto ao lado dela.
Harry Potter sabia exatamente o que estava se espalhando por sua terra natal e a ameaça que aquilo representava para o mundo inteiro.
— Monstros com mais estômago do que cérebro. Eles vão devorar tudo no mundo se deixarmos.
Foi assim que Harry os resumiu, de forma surpreendentemente precisa.
Mandíbulas repletas de dentes e uma fome interminável eram exatamente o tipo de coisa para a qual a ICE havia sido criada.
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Sob a Lua dos Caçadores Vol.5 A Filosofia do Medo - Harry Potter ( Tradução )✓
Fanfiction[Parte cinco de O Herdeiro da Caçada.] A guerra está chegando e, enquanto um Lorde das Trevas se levanta, mais poderoso e terrível do que nunca, o herói destinado a destruí-lo não está em lugar nenhum, enquanto o sangue corre nas ruas, o mundo divin...
