(6) CONFUSO.

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Acordei no cão... não tinha ninguém ali me levantei e fiquei observando o quarto mas assim que eu olhei para o cão eu estava la... caido cheio de sangue com a mão no peito será que eu morri....
Nesse mesmo instante Beatriz passa por mim e se joga no chão junto com o meu corpo ela estava chorando desesperada eu sentia cada toque dela.
-Beatriz?
Ela não dizia nada apenas chorava
-Beatriz... por favor, estou com medo.
Ela se levanta e sai .
Eu não sei o que eu faço...será que eu morri?!.
Depois de uma hora e meia a Polícia chegou interditaram o quarto e eu estava em choque.
Logo depois minha mãe chegou.......
Gente naquele momento eu pude perceber o quanto ela me amava... o quanto sua mãe ama seu filho.
Ela gritava pelo meu nome mas os policiais não deixaram ela chegar perto do corpo
-Mateus... acorda filho porfavor....
Ela se jogava no chão.
-mãe... mãe... eu estou aqui, eu estou bem... mãe.
...ela também não me ouvia.
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Me levaram para algum lugar não sei dizer aonde era, minha mãe estava junto a cada minuto.

No dia seguinte foi meu enterro...
Beatriz estava la eu sabia que ela me amava.
Quando acabou todos foram em bora e eu fique la... sentado no meu túmulo pensando o que seria de mim daqui pra frente.
-oi.
Congelei na hora... uma menina de cabelos pretos com mechas rochas estava parada na minha frente... falando comigo.
-você é mudo?
-.... não é que... ninguém me ouve.
-claro você morreu.
-eu acho que isso eu ja percebi.
Disse olhando para o meu túmulo.
-prezer... sou Bianca somos vizinhos de túmulo.
-você esta feliz mesmo sabendo que esta morta?
-você se acostuma, vem...
-onde?
-.... você não vai ficar ai parado ne?
-pretendo.
-para de ser chato... vem.
Ela me puxou e começamos a andar... eu não queria estar aqui eu queria ter feito tudo certinho
Queria ter pedido a mão da Beatriz em namoro ter tirado ela daquela favela, ter levado ela pra morar comigo e com minha mãe. ... eu taria muito mais feliz agora.
-como se chama?
-Mateus... não deveriamos estar no céu?
Ela da uma gargalhada imensa e fica olhando pra mim.
-acho que não é bem assim Mateus.
-mas é o que falaram... que quando você morre você vai pro céu.
-não a gente....
-então vamos encontrar os mamonas assassinas... ou o chaves... ou algo parecido?
-bom eu nunca encontrei talvez se você tiver sorte você encontre.
Ela não parava de rir.
-você so sabe rir?!
-e você não para de fazer perguntas.
-eu... estou com medo.
-mas não precisa ficar Mateus, sabe que não vai adiantar você chorar... ter medo... ou algo parecido.
-mas o que eu vou fazer aqui Bianca?! Se tudo o que eu quero e preciso esta la... na terra.
-tem coisas aqui que você precisa tantos com as que tem la.
-será?
-com o tempo você descobrirá.
Continuamos andando por todo o cimiterio, aquele lugar mesmo sendo meu lar agora... ainda me dava calafrios.
-porque so temos nós aqui?! Aonde esta os outros mortos?
-estão porai.
-fazendo oque? Se ninguém ouve eles.. se ninguém vêem eles...
-alguns se materializam.
-oque é isso?
-por exemplo... você é humano eu estou morta e você não consegue me ver então eu me materializo e você consegue ne ver...
-todos fazem isso?
-não, nem todos... tem que ter experiência.
-tchau Bianca.
Saio dali o mais rapido que eu pude e subi a favela, estava praticamente parada o grupinho pra quem eu trabalhava continuavam ali.
Fui em direção a casa de Beatriz.
Ela estava deitada em sua cama com os olhos vermelhos de tanto chorar.
-Beatriz...
Ela não responde nada.
-olha, eu não sei como vou fazer pra você me ouvir ou me ver... também não sei o que vai adiantar se não vou poder estar ai te tocando e te beijando como eu fazia, eu sei que errei e fiz o que não deveria ter feito espero que me perdoe... vou estar sempre ao seu lado...
Tento tocar em seu rosto mas não sinto nada... nada do que eu gostaria de sentir.
Beatriz levanta e tenho uma leve impreçao dela estar olhando para mim, mas não... ela passa reto e vai em bora.

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