- Eu não sei dançar. - digo sorrindo e olhando em seus olhos. Já estávamos em meio as pessoas dançando, era tarde demais. Porém, estava me sentindo muito feliz, nunca havia sido tirada para dançar.
- Eu também não, mas podemos tentar. Aliás, vamos fazer iguais nos filmes. - nós rimos e ele junta nosso corpos. Após isso, com a temperatura de seu corpo junto à minha, fico praticamente paralisada.
Rafael vê que não sei o que fazer com meus braços, e ele passa-os pelo seu pescoço. Depois disso, coloca os seus em volta de minha cintura.
"Certo Mellany, respira, ele é legal." respiro fundo e me perco em seu lindo olhar.
Me desconcerto no salto e piso em seu pé. Me afasto dele para ver se lhe machuquei.
- Me desculpa. Eu disse que não sabia dançar. - olho para baixo para ver se sujei seu tênis - Sou muito desastrada.
No momento que lhe diria para desistir de dançar comigo, pois sou péssima nisto, ele segura meu queixo com uma de suas mãos e levanta minha cabeça para enfim, encará-lo.
- Não tem problema, Mellany.- ele diz- Depois eu lavo. - me lança uma piscadela. Voltamos para como estávamos antes.
Começo à rir sozinha de repente.
- O que foi? - ele ri da minha situação.
- É que eu nunca pensei que estaria aqui, à esta hora, dançando. Ainda mais... Com você. - tento sorrir meigo, falha total. Mas como sempre, ele consegue ser fofo.
Os passos em que ele me guiava eram lentos e calmos, ok, mal saiamos do lugar, mas, deixa pra lá.
Ele retira seus olhos dos meus e olha por cima de minha cabeça. Feito isto, olho para seu peito e sua respiração por baixo da camisa xadrez vermelha parecia estar acelerada.
Sua mão sobe por minha costas e chegam ao topo de minha cabeça. Sinto uma leve empurrada nela, me fazendo deitar um lado de meu rosto em seu ombro e peito. Fazendo-me ter a visão de seu pescoço.
Quase pergunto para ele qual era seu perfume, pois era ótimo seu cheiro. Me seguro no último segundo.
Sem controle de meu corpo, meus braços se enrolam em volta da sua cintura agora e os seus me seguram pelo pescoço e costas. Como um abraço apertado, o qual não tenho vontade de deixar.
Não sei onde estou, só consigo sentir os braços de Rafael me segurando. Num aconchego imenso.
Uns bons segundos, sentido aquela sensação maravilhosa, sua mão direita vai até minha nuca, segurando meu rosto e observa-me atentamente, levanto a cabeça e faço o mesmo. Seus olhos lindos, estavam com um azul profundo, claro e escuro ao mesmo tempo. No meio termo.
- O que foi? - solto um sorriso nervoso, e ele apenas sorri sem dentes e dá de ombros.
Quando iria perguntar se estava com alguma sujeira nos dentes, - que cá entre nós, eu não havia comido nada - vejo seu rosto se aproximando do meu.
Às vezes sei que sou sonsa, mas sabia muito bem o que aquilo significava. Já vi e li em vários filmes e livros. Mas, minha atitude em seguida, fora apenas observar seus olhos e sentir seu polegar a acariciar minha bochecha.
Mesmo minha estatura seja perto de seu queixo, ele parecia estar se aproximando em câmera lenta. Fazendo ser torturante.
(Como toda fanfic clichê....) Sinto sua respiração já à se juntar com a minha, ele fecha seus olhos, abre um lindo sorriso e me dá um beijo esquimó (pra quem não sabe é aquele beijo de nariz com nariz).
Fecho meus olhos também e quando ele pára, logo em seguida ele sela nossos lábios.
Naquele momento, todos os meus pensamentos, pareceram abandonar o meu corpo, por o mesmo estar possuído por aquele beijo.
Meu primeiro beijo...
Tudo tão perfeito, e, para mim, estava sincronizado.
É sério, nem sei como descrever.
Quando ele começa à movimentar seus lábios, eu faço o mesmo também. O que é estranho, porque mesmo sendo " inexperiente " nesse assunto, era como se já soubesse o que deveria fazer exatamente.
Ele segura mais firme meu rosto, como se não quisesse que eu saísse dali, o que não faria de modo algum.
Não havia nenhuma explicação para aquela sensação, nem um beijo tão calmo e doce, quanto ao mesmo tempo, ardente e apaixonante.
Não fazia a menor ideia de à quanto tempo estávamos ali ou se algum de seus amigos havia nos visto. Só sei que, depois um bom tempo páramos por "falta de ar". O que antes eu achava uma coisa bem idiota, digo, parar de beijar por falta de ar, até provar na própria pele.
Mas não queríamos que tivesse acabado, pelo menos eu não.
Vendo seus olhos azuis abertos novamente, os dois rimos juntos, como se tivéssemos feito algo errado, mas tão bom.
Ele me dá um abraço apertado, lhe abraço também e continuamos à rir.
A música, pára, não sei quando, mas todas pessoas ainda estavam na pista conversando, se beijando ou agarradinho, se é que me entende.
Eu ainda jurava que tudo aquilo era um sonho, até que ouço a voz de Rafael.
- Eu vou ali, mas vai ser rápido. Promete pra mim que não vai sair daqui? - afirmo balançando a cabeça sorrindo e ele sai, sumindo em meio as pessoas parecendo estar com pressa para algo, que estava atrás de mim.
A pista vai ficando vazia, algumas pessoas vão se sentando. Mas para minha sorte, algumas permanecem ali e eu não fico "plantada" sozinha.
Porém, um bom tempo esperando e quando acho que tudo está ocorrendo estranhamente bem, as luzes se acendem rapidamente, fazendo alguns se assustarem, inclusive eu, minha visão está embaçada até que sinto uma pressão muito forte na minha cabeça... E não é normal!
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Oi pessoal. Atualização pequena e clichê? Eu sei. Mas eu quero muuuuuuuiiiiitoooos comentários neste capítulo, é sério. Amei fazê-lo.
Me digam se gostaram, amaram, odiaram, vomitaram, não sei, mas me digam, POR FAVOR.
Também falem suas partes favoritas, e se você é uma leitora fantasma (não vota e nem comenta) e está lendo isso com internet, é para comentar também. Pois quero saber a opinião DE TODO MUNDO.
Desde já, agradeço.
Votem também.
Amo vcs pessoas bulinistas.
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Overturn || Rafael Lange/Cellbit
FanfictionSabe quando o mundo ao seu redor só sabe te humilhar? Que todos te vêem como um monstro? Que você é maltratada todos os dias? Pois é, essa é minha vida. Eu só desejo uma coisa. Dar uma reviravolta! ________________________________________________...
