Estava sentando na cadeira da escrivaninha tentando resumir cada palavra que falaria amanhã. Realmente, sempre concordei em ser organizada, nunca gosto de deixar tudo para a última hora.
Balançando a caneta preta repetidamente em minha mão, me encontrava em umas das situações mais nervosas que já passei. Por isto, não quero nem imaginar como estarei amanhã. Espero que tudo dê certo.
Escuto a porta de meu quarto se abrindo e minha tia surge nela.
- Vamos jantar fora? Ou quer ficar? - ela me olha com certo carinho. Aceito o convite e a mesma pede para ir já me preparando.
Pouso a caneta em cima da pasta com os papéis dentro em que escrevi minhas notas de amanhã. Vou para o banheiro.
Depois de um banho normal, para dar uma acalmada, me visto com um vestido simples, soltinho, bege ( multimédia ), que ganhei da minha mãe, no meu aniversário deste ano. Calço minha sapatilha preta e deixo o cabelo como está, porque se mexer um pouquinho nele, já se bagunça todo. Pelo menos o meu é assim.
Mesmo não gostando das minha indesejadas espinhas, não passo muita maquiagem. Por mais base que posso passar, elas não iram sumir completamente, e ficará pior também. Apenas um brilho labial me convém.
Desço as escadas e depois de alguns minutos estamos as três prontas, dentro do carro. Tia Lúcia, com um vestido social, Eduarda vestido branco com rendas (multimédia).
Tia Lúcia anuncia que estamos chegando e olho pela janela. Era um bairro simples, mas bonito. O restaurante também.
- Ai mãe, não acredito. Você nos trouxe aqui. Estava com tantas saudades da comida deles. - Eduarda diz esboçando um sorriso enorme que consigo ver mesmo do banco de trás.
Realmente, era aconchegante lá dentro, e moderno também. Um cheiro bom invade minhas narinas.
- Vocês já querem pedir? - minha tia se vira para nós e pergunta. Apenas dou de ombros.
Havíamos pedido já e estávamos conversando assuntos variados. O celular de tia Lúcia toca e pede licença dizendo ser importante, caminhando para o lado de fora do restaurante.
- Então... Você já conhece o Michael? - Eduarda pergunta quebrando o silêncio de pouco segundos de silêncio. Afirmo com a cabeça. - Achou ele legal?- novamente, apenas aceno com a cabeça.
- Você também o conhece? - não sei o motivo de ter perguntado isto. Se ela está falando dele, é claro que sim.
- Sim. - ela dá um pequeno sorriso para minha pergunta que considero bem idiota.
- À muito tempo? - droga! De novo.
- Vamos se dizer que um tempo bem considerativo. - ela parece pensar um pouco sobre a pergunta, mas responde naturalmente. - Temos uma relação boa.
Nessa hora nossos pedidos chegam e pedimos para deixar o de Lúcia lá também, que logo voltaria para a mesa. Começamos à comer a massa de macarrão, que na verdade é lasanha e está uma delícia, e não consigo parar de pensar em certa coisa.
- Você é... Na-namorada dele? - certo. Minha língua só pode ter perdido o controle, pois não sei de onde tirei coragem para perguntar. Diferente de mim que estou relativamente muito nervosa, ela começa à rir pousando o garfo no prato. Ri como se tivesse ouvido algo bem idiota. Mas isto foi idiota.
- Ai Mellany, só você mesmo.. - ela tenta recuperar um pouco de ar.
- O que? Eu não entendi? - digo meio sem graça e dando um sorriso nervoso.
- Sério mesmo?- parece um pouco assustada comigo e afirmo. - Okay, irei te explicar uma coisa. Você é sobrinha da minha mãe por que?
- Porque minha mãe é irmã dela. - isso até eu sei.
- Olha, minha mãe é separada do meu pai, e Carlos é irmão do meu pai. Então isso torna Carlos cunhado da minha mãe, e meu tio. Está entendendo até aqui?
- Sim. - estou, só ainda não sei onde ela quer chegar.
- Michael, é filho do tio Carlos, o que torna ele sobrinho da minha mãe e meu primo. Entendeu? - afirmo com a cabeça que sim. Como pude ser burra até esse ponto?! - Se mesmo não tiver entendido, resumindo tudo, somos apenas primos. Só isso. Nunca tive nada com meu primo.
- Okay. Entendi. Desculpe por essa pergunta tão... idiota. -tento encontrar a palavra certa e essa define.
- Não tem problema. Você apenas não sabia. - rimos juntas, ela está certa, mas eu deveria ter prestado mais atenção. - E aliás, sou bem mais velha, e acho que ele prefere uma de sua idade.
- Quantos anos ele tem? - bem menos nervosa agora, pergunto.
- Mesmo depois de tanto tempo, acho que... - ela pensa, até que se lembre. - Se não me engano é dezessete.
Continuamos a conversar sobre assuntos normais, como onde ela mora, até que tia Lúcia chega.
- Perdi alguma coisa? - diz se sentando e sorrindo. Lanço um olhar e para Eduarda e agradeço por ter compreendido, respondendo não à sua mãe.
{ ... }
A noite no restaurante correu naturalmente, sem mais micos meus.
Já estou deitada em minha cama, com medo do dia de amanhã. Só espero que corra tudo bem.
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Capitulo pequeno apenas para esclarecer algumas coisas, que creio que deixou algumas curiosas e também para postar mais rápido e não ficar chato.
Eai? Ansiosas para a reunião do dia seguinte? Comentem o que acham que vai acontecer nela ou suas opiniãos sobre o que estão achando da história. Amo todas vocês!! Um beijão!
E MUITOOOO obrigada pelos 10k, vcs são demais.
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Overturn || Rafael Lange/Cellbit
FanfictionSabe quando o mundo ao seu redor só sabe te humilhar? Que todos te vêem como um monstro? Que você é maltratada todos os dias? Pois é, essa é minha vida. Eu só desejo uma coisa. Dar uma reviravolta! ________________________________________________...
