Michael ia fazer a tal tatuagem da qual ele estava falando. Ele me mostrou o desenho e disse que significava "lar".
Eu quase apertei suas bochechas por achar aquilo tão fofo.
Nós estávamos no estúdio de tatuagem ele até perguntou se eu queria fazer uma também, mas eu neguei, só colocar um piercing já era o suficiente para mim.
— Tem certeza que não quer tatuar nada? Seria legal. — Ele falou pela milésima vez enquanto esperava o tatuador arrumar as coisas para começar.
— Eu tenho certeza sim, e se eu chegasse em casa com uma tatuagem minha mãe me mataria.
— Filhinho da mamãe.
— Cala essa boca, Clifford. — Depois que eu disse aquilo o garoto avançou para me beijar, mas escutamos uma tosse forçada e nos afastamos, vendo o tatuador em nossa frente.
— Então... A gente pode começar?
Assim que o homem começou a fazer a tatuagem Michael murmurou:
— Porra, não lembrava que doía assim.
Durante o tempo em que a tatuagem era feita até que ele não reclamou tanto já que eu tentei distraí-lo conversando sobre coisas bobas. No final eu ainda não entendia como aquele símbolo poderia significar lar, mas gostei quando a tatuagem ficou pronta.
Michael resolveu por si mesmo que queria ir até a minha casa, e eu não recusei.
Assim que chegamos em minha casa nos deparamos com Jack jogado no sofá com o controle na mão direita e a mão esquerda no pacote de salgadinhos no chão. Ele realmente não tem vida.
Ele já melhorou bastante, até consegue andar normalmente agora, só o seu braço quebrado que não está completamente curado.
— Ah, vocês de novo. — Resmungou quando nos viu. — Dessa vez, por favor, não façam nenhum barulho.
Michael apenas disse oi e eu ignorei meu irmão, segurando a mão do loiro ao meu lado para puxá-lo para as escadas que iam ao meu quarto.
Tranquei a porta e ele se sentou na minha cama, aproveitei para começar a tirar minha calça e ele logo questionou:
— O que tá fazendo?
— Não aguento ficar com essa calça por muito tempo. — Dei de ombros e quando terminei de tirá-la a joguei em cima da cadeira, me sentando ao lado de Michael na cama.
De repente ele caiu de costas na cama e me chamou com os dedos, dizendo baixo:
— Come cuddle with me. [n/a: desculpa gente eu tive que colocar em inglês porque "vem aconchegar comigo" é ridículo]
Sorri e engatinhei até ele, deitando a cabeça em seu peito para que ele envolvesse seus braços em meu corpo, beijando meus cabelos.
— Hey. — Ele falou e eu olhei para cima, encontrando seus olhos. — Eu te amo.
O dei um selinho, que se transformou em um beijo casto e logo sem perceber eu estava com o corpo completamente em cima do seu, levando as mãos a sua nuca para aprofundar o beijo.
Ele se afastou dando pequenas mordias em meu lábio inferior, logo lambeu meu piercing, iniciando um beijo cheio de luxúria. Michael desceu suas mãos de minhas costas até minha bunda, a apertando e me fazendo arfar contra seus lábios.
Continuei com os lábios entreabertos enquanto ele começava a beijar meu pescoço e deslizava as mãos para dentro da minha camisa. As pontas de seus dedos tocando a minha pele me deixando arrepiado como sempre e seus lábios me deixando cada vez mais excitado e louco por aquele garoto.
— Você é tão perfeito. — Sussurrou e voltar a olhar para mim, me beijando novamente.
Michael de repente começou a descer minha cueca e eu interrompi o beijo, dizendo com um pouco de vergonha:
— Não sei se a gente devia, minha mãe vai chegar daqui a pouco.
Michael suspirou e revirou os olhos, dizendo com toda calma do mundo:
— Ela nem vai notar que eu estou aqui, relaxa babe. — Me roubou um selinho rápido e continuou com os olhos fechados, roçando nossos narizes e me fazendo sorrir. — Vamos só aproveitar.
Me afastei totalmente dele para me sentar na cama e o garoto franziu as sobrancelhas, parecendo estar decepcionado. Tirei minha camisa rapidamente e comecei a descer minha cueca enquanto mordia o piercing no canto do meu lábio, quando finalmente a tirei, a joguei no chão e fiquei de quatro por cima de Michael, vendo-o me observar com puro desejo nos olhos — que ficaram mais escuros.
Ele colocou as mãos em minha bunda e quando me inclinei para beijar seu pescoço, consegui ouvir a voz de minha mãe do outro lado da porta:
— Luke? Por que a porta tá trancada? Eu queria te mostrar uma coisa, amor.
Arregalei os olhos e Michael bufou, murmurando um que droga.
Rapidamente me afastei de Michael e puxei meu lençol que estava dobrado no canto da cama, o enrolando em meu corpo para não perder tempo colocando minhas roupas de novo.
— Depois você me mostra, mãe. — Tentei convencê-la a ir embora.
— É rapidinho Luke, não vai gastar um minuto.
Destranquei a porta e deixei apenas uma brecha aberra, olhando por ela e encontrando minha mãe com uma sacola nas mãos. Olhei rapidamente para traz e Michael continuava no mesmo lugar, olhando para o teto.
— O que foi? — Falei tentando parecer paciente.
— Não precisa ficar assim, eu só comprei uma camisa. Vi ela numa loja e lembrei de você. — Ela me entregou a sacola e me olhou de cima a baixo, arqueando uma sobrancelha. — Você tá pelado por debaixo desse lençol?
— Mãe! — Protestei.
— Eu sei que o Michael está aí, o Jack me contou. — Liz sorriu. — Se cuidem, tá? Não quero ser avó agora.
— Mãe, pelo amor de Deus! Eu sou um garoto! — Consegui escutar Michael rindo e de repente minha mãe me empurrou e praticamente entrou no quarto para falar com ele.
— Oi Michael. Você ouviu o que eu disse, né? Se cuidem.
Michael apenas ergueu o polegar, como se dissesse beleza e minha mãe finalmente saiu. Tranquei a porta, joguei a sacola em uma cadeira e deixei o lençol cair, fazendo Michael parar de sorrir como um idiota para morder o lábio inferior e me chamar com os dedos.
Fui até ele e me sentei em seu colo com uma perna de cada lado de seu corpo, levando minhas mãos a barra de sua camisa para tirá-la.
— Sabe que eu sonhei que você usava uma calcinha rosa de renda? Acordei duro, mas foi o melhor sonho que eu já tive. — Ele disse depois de eu terminar e eu revirei os olhos, me inclinando para beijá-lo de forma lenta e dizer baixo contra seus lábios:
— Você é um idiota.
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my brother's friend ♢ muke
FanficNa qual Luke se vê apaixonado pelo amigo de seu irmão, e odeia isso.
