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se eu fizesse uma fic só de luke tops vcs me matariam muito??

x x x

Michael me chama para sair praticamente todos os dias agora, e ele disse que eu tenho que me acostumar com isso porque enquanto namorarmos, nunca vamos ficar apenas em casa num tédio horroroso. Eu não sei o que pensar disso.

Ele me pediu para ir ao aniversário de um amigo dele e antes que eu pudesse negar, o mais velho me convenceu dizendo que não seria mais uma daquelas festas.

Mas como um adolescente normal eu tenho que ir a escola antes de pensar em festas.

Eu estava andando pelo corredor movimentando da escola até alguém segurar o meu ombro e me virar.

— Mas o- — Antes que eu pudesse terminar a frase percebi que era Calum. — O que você quer?


— Eu só... Eu só queria te pedir desculpas por ser esse bobo que eu tenho sido ultimamente. Eu não devia ter te beijado naquelas duas vezes sabendo que você gosta do Michael e tal... E me desculpa também por dizer tudo àquilo sobre ele. — O moreno suspirou e começou a brincar com a alça de sua mochila, transparecendo seu constrangimento. — Você é meu melhor amigo e eu não deveria ter feito essas coisas e sim ter ficado ao seu lado. Foi mal cara, dá pra nós sermos amigos de novo?

Depois que Calum terminou de falar eu me aproximei dele, coloquei a mão em seu queixo e beijei sua bochecha, o que o fez arregalar os olhos e corar rudemente. Apesar de tudo eu achei aquilo adorável.

— Tudo bem Cal, mas sabe de uma coisa? Eu ainda acho que você e o Ashton combinam e você é o único idiota que não percebe isso.

— Ei! Idiota não. — Ele fez bico e eu apenas envolvi meu braço em seus ombros e comecei a caminhar em direção a nossa sala. — E sabe o que eu acho? Que isso tudo não nos impede de ter a amizade colorida como a do Michael e do Jack.

Dei um tapa forte em sua cabeça e logo ele estava dizendo "Era só brincadeira, só brincadeira!"

— Se o Michael te ouve falando isso você parte dessa pra melhor. — Falei e ele riu, concordando e dizendo o quanto Mike é possessivo.

-

No final da aula, já como eu esperava, vi Michael encostado em sua moto no portão da escola.

Mas não era só ele.

Havia uma garota com mais ou menos a minha altura e um cabelo loiro escorrido que batia em sua cintura. Ela falava animadamente com o garoto enquanto ele tentava sorrir, e então eu percebi o que estava acontecendo ali.

Andei calmamente até os dois e Michael pareceu meio inquieto ao me ver.

— Então eu achei que- — A voz irritante da garota foi interrompida por mim, já que eu esbarrei em seu ombro para ficar ao lado de Michael, envolvendo o braço em sua cintura.

— Oi amor. — Falei tentando segurar o riso já que eu nunca o chamo assim, aquilo era só para provocar a loira.

Sem dizer nada o garoto mais velho colocou seu braço sobre meus ombros e me beijou de repente. Meus olhos estavam fechados, mas eu tenho certeza de que a menina nos olhava horrorizada.

— V-Você é gay? — A voz irritante dela soou novamente e nós nos afastamos. — Que desperdício!

Ela cruzou os braços e saiu batendo os pés fortemente no chão.

— Isso foi engraçado. — Comecei a rir abertamente e pude ver Michael sorrindo para mim. — A cara dela foi ótima. — Recuperei o folego e suspirei. — O que ela estava falando com você?

— Sobre como ela me achou bonito e tal, se você não tivesse chegado acho que ela pediria meu número... — Ele me entregou o capacete e colocou o seu, logo subindo na moto e a ligando. — Você ainda tá animado pra ir no aniversário do John?

— Não diria animado. — Subi na moto e envolvi meus braços em sua cintura. — Mas vamos lá.

Quando chegamos na casa de John eu agradeci por não ouvir nenhuma música alta e nem ver umas 200 pessoas entrando na enorme casa branca.

Outros amigos de Michael estavam sentados na sala de estar com algumas bebidas e maços de cigarros a sua volta, o que me incomodou um pouco.

Não importa quantas vezes eu veja os amigos do meu namorado, eu sempre vou achá-los estranhos.

O tal John finalmente apareceu, e depois de dar um "abraço de homem" em Michael ele se agachou para falar comigo. Ainda acho que esses caras me tratam como uma criança.

— E aí loirinho?

— Oi. — Falei secamente e ele continuou sorrindo como um idiota, falou mais algumas coisas e nos chamou para perto das outras pessoas.

Enquanto Michael conversava animadamente — já com uma garrafa na mão — eu apenas olhava em volta, vendo todos aqueles vasos e quadros que pareciam custar milhões de dólares. Mesmo não conhecendo John direito eu espero que esses caras não quebrem nada disso, seus pais ficariam furiosos.

— Bora jogar verdade ou desafio? — Uma garota subiu no sofá e gritou aquilo. É sério isso?

Alguns reclamaram, mas mesmo assim acabaram aceitando. Todos — inclusive eu e Michael — estavam sentados envolta a mesa de centro que tinha uma garrafa vazia em cima.

Quando eu era criança essa brincadeira sempre acabava em alguém lambendo o chão ou beijando alguém na bochecha, mas não foi bem assim com os amigos de Michael.

Tentei sair da brincadeira, mas eles insistiram tanto que eu acabei desistindo e ficando lá, apenas olhando eles se beijarem e fazerem coisas estranhas.

E então a garrafa caiu em mim.

Droga.

— Eu desafio o Lucas a beijar a Melanie. — Leo disse e eu ouvi alguns gritinhos, todos já estavam bêbados.

— É Luke. — Resmunguei. — E você nem me perguntou se eu queria verdade ou desafio.

— Então a partir de agora é desafio ou desafio, qual você escolhe?

— Desafio. — Bufei e eles riram.

— Então, eu te desafio a beijar a Melanie.

— Por que tem que ser uma garota? — Perguntei.

— Por que tem que ser um beijo? — Michael se pronunciou.

— Deixa de ser ciumento Mike, é só um beijinho. — Leo fez bico e começou a fazer barulhos de beijo, irritando Michael ainda mais. — Se o Luke quer um garoto eu desafio ele a beijar o Tyler, pronto.

— Luke, não. — Michael disse entredentes.

— Luke, sim. — Leo retrucou com um sorriso idiota nos lábios e começou a gritar: — Beija, beija, beija!

Respirei fundo, olhei para Tyler e ele piscou para mim, meu estomago revirou só de pensar que teria que beijar ele. Não que ele fosse feio nem nada, ele é até bonito. Mas eu não estava a fim de beijar um cara que eu nem conhecia.

Quando vi Tyler já havia se aproximado o suficiente de mim para colar nossos lábios, e ele o fez. Foram apenas segundos, mas pareceram décadas para mim, eu passei o tempo todo com os olhos abertos.

De repente Michael me puxou pelo braço, dizendo:

— Ok, eu acho que já chega. — E mais uma onda de risadas tomou conta da sala. Michael colocou uma mão em minha nuca, outra em minha cintura, e me pegou de surpresa ao me beijar de verdade na frente de todos os seus amigos. Me afastei um pouco ofegante e o ouvi falar: — É assim que se faz.

Depois disso tudo o que eu conseguia ouvir eram gritos do tipo "Oooohhh" e risadinhas.

Durante a "festa" eu passei a me soltar mais com o pessoal, a noite toda se passou em provocações, brincadeiras e risadas.


my brother's friend ♢ mukeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora