Um amor entre dois jovens que não podem assumir o relacionamento, sofrem barreiras para se afastarem.
Freya uma jovem determinada está apaixonada por Johnathan Lewistown, dono da fazenda vizinha. Freya moça simples de família pequena esconde seus...
Quando a charrete parou o sol havia acabado de raiar, Dylan me acordou, pegou Carrye no colo e entramos na casa. Estava tudo igual, a decoração continuará a mesma, só o que notei foi uma grande foto de Greta e Johnathan na parede da sala.
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Ele colocou Carrye no sofá e a ajeitou para que dormisse bem, uma copeira veio. - Posso saber quem são? - Perguntou e notei que nunca a tinha visto. - Dylan e Freya Lewistown. - Desculpe, senhor, não os reconheci, com licença irei chamar a senhora. - Ela fez uma reverência e saiu. Ficamos ali esperando e minutos depois mamãe veio correndo e me abraçou chorando. - Minha garota. - Ela passou a mão pelo meu vestido de renda, Johnathan que estava logo atrás veio me abraçar com um sorriso de orelha a orelha. - Freya, estava com saudades de sua presença. - Ele me apertou e inspirou meus cabelos. - Obrigada, onde está sua noiva? - Greta está se arrumando. - E minha sobrinha? - Perguntou ele ansioso para conhecê-lá. - Está deitada. - Sai da frente do campo de visão dele para que pudesse ver Carrye. - Tão bela quanto a mãe. - Sorriu. - Eu já acho que puxou o pai. - Disse Dylan dando uma passo a frente. - Olá, primo. - Olá, Johnathan. - Como vai minhas crianças? - Perguntou a senhora Ashley animada entrando a sala. - Bem, senhora. - Ela andou até o sobrinho e o abraçou. - Bom dia, tia. - Depois veio a mim e me deu um beijo. - Como você está linda. - Obrigada. - Por quanto tempo pretendem ficar? - Talvez um mês ou dois. - Disse Dylan. - Isso é perfeito, nunca ficaram tanto tempo. - Isso quer dizer que é provável que meu sobrinho nasça aqui. - Talvez, mas acho que é uma menina. - Eu creio que é um menino. - Disse Greta entrando, ela estava com a parte direita do rosto inchado. - O que foi isso? - Nada. - Ela sorriu. - Greta, o que foi isso? - Estava com um corte feio, profundo, verde com tons de roxo, dava para notar que ela tentará esconder com maquiagem. - Nada, eu só cai. - Mentira, alguém lhe bateu? - Fique calma, Freya. - Falou Dylan pelo meu zelo. - Querida, você não pode se alterar. - Aconselhou-me mamãe. - Não foi nada irmã. - Me virei para Johnathan e berrei com ele. - Você bateu nela? Você tocou na minha irmã? - Não, Freya. Não foi ele. - Greta veio em defesa de Johnathan. - Foi quem? - Foi eu. - Disse o senhor Lewistown entrando calmamente. - O que? - Olhei incrédula. - Você não queria saber quem fez isso? Então... foi eu. - Eu... Eu não acredito, você vai se arrepender. - Dylan, controle sua mulher. - Controlar? Você vai se arrepender de um dia ter tocado em Greta. - Andei até ele e fiquei alguns centímetros do seu rosto e senti o cheiro de bêbado. - Seu velho imundo. - Sua insolente. - Ele me empurrou com força e eu quase cai, mas Johnathan me segurou. - Você vai se arrepender. - Você está na minha casa, por favor, se controle. - Ele virou as costas para mim e saiu, andei dois passos, mas Dylan segurou meu braço. - Como vocês permitiram uma coisa dessas? - Olhei para o rosto de cada um deles e vi... Medo? Eles tinham medo daquele homem? - Johnathan você permitiu que seu pai fizesse isso com minha irmã? - Freya, entenda que muitas vezes já apanhei para que sua irmã não sofresse. - Eu sinto muito Greta, é culpa minha. - Está tudo bem. - Ela estava calma. - Eu prometo que não vai ficar assim. - Andei alguns passos e parei. - Tudo bem? - Perguntou a senhora Ashley, me sentei na ponta do sofá e olhei para Carrye que estava sentada olhando tudo. - Desculpe, querida. Mamãe teve um problema com seu avô. - Tudo bem, Freya. Eu não me importo. - Disse minha irmã como se estivesse acostumada com aquilo. - O que é isso? - Perguntou Carrye e olhei para ela. - O que? - Ela apontou o dedo para o meu vestido e estava manchado... Manchado de sangue. A sala ficou em silêncio até que eu entrei em pânico e fiquei paralisada, Greta não sabia o que fazer, a senhora Ashley dava ordens a Johnathan, minha mãe chorava. - Dylan, me ajuda. - Ele segurou minha mão. - Tudo bem, está tudo bem. - Ele acariciou minha cabeça. - Eu não quero perder meu bebê. - E comecei a chorar. - Não chore, Freya, está tudo bem. - Ande Johnathan vá buscar a parteira. - E ele partiu correndo para a rua. - Irmã, olha pra mim. - Encarei Greta que sorria para mim. - Você consegue, você pode. - Senti uma dor forte e gemi. - Vamos leva-la para o quarto. - Dylan me pegou no colo e foi atrás da senhora Ashley que entrou no primeiro que viu. Trancaram a porta com Greta e Carrye do lado de fora, eu suei e senti dores mais fortes. - Dylan, meu bebê. - Mamãe! - Berrou Carrye do lado de fora. - Está tudo bem, querida. Você já fez isso antes. - Realmente eu já havia feito isso, e todos sabiam das dificuldades que tive. - Mamãe! - Foi por causa dele, não foi? Quando ele a empurrou? - Perguntou a tia. - Sim. - Mamãe! - Deixe-a a entrar. - Ele beijou minha testa e foi abrir a porta, Carrye quando me viu arregalou seus olhos castanhos e veio a beirada da cama. - Você vai morrer, mamãe? - Perguntou com a voz baixa e com olhos cheios de lágrimas. - Não, querida. - Você está doente? - Não, está tudo bem. - É melhor você sair, filha. - Dylan foi a puxando para trás. - Eu te amo, Carrye. - Foi o que conseguir dizer antes de a porta se fechar de novo. Berrei novamente com dor, não estava na hora, não era para nascer, ao pensar que minha irmã ou até minha mãe estavam apanhando daquele homem me deixou abalada e provável que quando ele tenha me empurrado minha secundina tenha se deslocado. - Respira, filha. - Minha mãe colocou um pano em minha testa, a dor aumentou e eu estava perdendo a lucidez, meus olhos piscaram e demoraram a se abrir, ouvi Johnathan voltar com a parteira, neste momento eu já não conseguia abrir os olhos. Ouvi ela mandando todos para fora menos Dylan. Reconhecia a voz da parteira, ela já era anciã e experiente, foi parteira do meu nascimento e do de Greta. Só consegui ouvir algumas batidas, cheiro de ervas, depois um líquido grosso e amargo descer pela garganta. Ouvi a voz embaçada de Dylan sussurrar em meu ouvido antes de apagar e parecia que estava chorando: - Amo você, Freya.