Arrependimento Cruel

124 9 0
                                        

A fazenda agora finalmente é minha, esse era o melhor presente que Johnathan poderia me dar.
Minha cabeça estava desorganizada mais uma vez como a muito não estava. Greta não permite que eu me aproxime dela nem de Johnathan -que estava bem melhor-, agora que ela sabia de quase tudo resolvi dar um tempo para que pudesse administrar sua raiva.
O senhor Lewistown teve um enterro quase vazio, poucos fizeram questão de comparecer, e eu não era uma delas.
Os planos que anotei uma vez comecei a colocar em prática, já mandei que começassem a construir uma nova casa, as macieiras e o poço. Pediram para que eu mandasse buscar Carrye, mas achei que talvez fosse inadequado ainda.
Dylan e eu estávamos muito bem um com o outro, ele estava presente em todos os momentos e me ajudava a cada vez mais. Porém eu me sentia como se tivesse o traído, após o beijo com Johnathan realmente me apaixonei novamente e não queria que fosse verdade, uma grande esperança acendeu naquele homem e eu era culpada. Eu sou casada. Tenho dois filhos. E amo meu marido. Repetia várias vezes para que entrasse em minha cabeça e esses sentimentos inoportunos cessassem.
Ignorada por minha irmã e proibida de ver Johnathan somente tinha a companhia de meu marido, depois de uma conversa sensata que tivemos chegamos ao consenso de o que passou, passou e a vida segue. A cada dia que se passava a casa que estava sendo construída recebia um grande progresso, eu pensei que talvez pudéssemos nos mudar para lá.
Eu estava no lago onde pela primeira vez conversei com Dylan, me levantei e retirei as botas, coloquei sobre as pedras, retirei o vestido ficando com uma fina camisola branca e pulei na água.
Estava fria, mas me dava uma ótima sensação, sozinha nadei tranquilamente. Quando pequena ja nadei aqui, não era um lugar frequentado por ser escondido pelas árvores, e ter um grande parede de pedra. Eu nadava como estava fazendo nos últimos dias tranquilamente até que algo passou pelo meu pé, mas continuei.
Sempre que podia meu pai me trazia aqui com Greta, mas ela não gostava por ter algumas cobras e sapos, eu não ligava pois eram momentos maravilhosos que passávamos em família. Foi dai que saiu a história de eu ser bruxa, onde estava caçando sapos.
Charles agora estava com a Sra. Lewistown que não o largava um minuto, eu não sabia se Greta ja havia pegado ele no colo, todas as vezes que eu pedia ela saia do cômodo.
Minha irmã estava me renegando e eu por mais que entendesse seus motivos não queria que ela fizesse isso.

Mergulhei e quando emergi havia uma cobra em minha frente, soltei um grito e recuei para trás batendo com a cabeça na parede de pedra. E acabei perdendo os sentidos me afundando.

***
Perspectiva Diferente

Caminhando como sempre faço as tardes agora que já estava quase recuperado, pensava na vida.
Estava uma tarde ensolarada, quente e bonita, andando olhava o céu longínquo e limpo carregado de pássaros que voavam, pensei na semana passada quando beijei Freya e ela não recuo de imediato, pelo jeito que me beijou eu sabia que ainda me amava.
Pensava em meu "pai" e como Dylan tirou sua vida sem piedade, sei que foi errado o que ele fez a Carrey, totalmente errado, mas era o meu "pai".
Minha mãe até que superou a morte dele rapidamente, talvez não fosse uma superação, mas sim um alívio por ter acabado os dias de submissa.
Greta, minha esposa agora estava tão marcante quanto antes, agora que Freya chegou ela está se sentindo ameaçada, produzia-se como nunca, tratava-me com grande afe...
Ouvi um grito e então parei de andar. Ele não se repetiu, mas consegui identificar de onde tinha vindo, andei calmamente a origem do som, eu conhecia aquela trilha, era o pequeno lago... que Freya costuma se banhar. Acelerei os passos e encontrei peças de roupa feminina, mas o local estava vazio. Encarei a água calma até que vi um brilho desfocado, então pulei para dentro. Por sorte a minha a água era quase transparente e assim vi Freya, ela deitada sobre a areia do fundo, então a adrenalina correu pelo meu corpo e nadei rapidamente até pegar seu corpo inerte e surgir de volta. Sai da água e coloquei seu corpo com cuidado sobre o barro.
- Freya, meu amor, por favor. - Retirei os cabelos molhados que estavam em sua face.
- Freya, por favor volta pra mim. - Me coloquei sobre ela e fiz massagem cardíaca, várias vezes, porém não reagiu.
- Por favor. - Continuei a bombear até que ela cuspiu a água fora e eu a abracei.
- Obrigado, meu Deus. - Acaricie seu rosto molhado, observei seu vestido colado ao corpo e então em aproximei dos seus lábios, segurando seu rosto nas mãos sorri por não perde-la.
- Johnathan...

Freya & JohnathanHistórias para pegar e não largar. Descubra agora