Revindicarei a minha vingança em nome de minha filha, em nome de Freya e do meu orgulho ferido. A vingança é insaciável e só pararei quando acabar com a existência do meu tio Clarkston. Quero colocar uma bala na cabeça dele e vê-lo sofrer e agonizar até que a vida se esvazia-se dele.
Minha pequena garota tão inocente, sem malícia, foi violada de todas as maneiras possíveis, sexualmente, fisicamente e psicologicamente.
Agora sobre o cavalo cavalgando sob o céu estrelado, a chuva contra mim nos prejudicava tardando nossa chegada, o peso da arma na cintura me lembrava constantemente do meu único objetivo. Provavelmente chegaria durante a tarde, teria que parar para que o cavalo se alimentasse da relva e água de algum lago a beira da estrada.
Me lembrei de toda a minha vida. Dos meu pais e todo o amor que me davam, de como minha mãe sofria sob a masculinidade que ele tinha de provar constantemente que era viril e o chefe. De como fiquei órfão cedo de mais quando acidentalmente meus pais morreram em um incêndio fatídico, e assim meus tios tomaram minha criação. Como fiquei amigo de Jhonathan onde éramos mais que primos quase como irmãos inseparáveis, mas eu cresci e fui embora para a minha fazenda de direito, onde estava sobre os cuidados do meu tio enquanto eu não atingia a idade para poder administra-la sozinho.
Cansado continuei a cavalgar até que senti as pernas do cavalo amolecerem, continuei mais um pouco e parei para que ele descansasse. Sai da estrada com o cavalo e me sentei sob uma árvore, o cavalo deitou-se ali perto e dormiu.
Eu fiquei acordado olhando o céu chuvoso, observei o local e o tempo passando.
A chuva parar, e o sol a clarear, assim que decidi já ter descansado o suficiente preparei o cavalo e retomei a cavalgar, agora sem paradas.
***
Agora já em Cambridge cavalgava a todo vapor rumo a fazenda Lewistown, cavalguei mais algumas horas até que ja estava na propriedade.
Quando cheguei pulei do cavalo deixando ali livre, olhei ao redor e estava tudo calmo, então adentrei retirando a arma do bolso.
Na casa estava tudo igual, andei pisando fundo até o escritório e estava vazio, abri a porta do quarto do meu tio com força e também estava vazio, no corredor encontrei minha tia.
- Dylan, querido. Estou tão contente pelo seu filho. - Ela estava animada, mas eu não podia lhe dar atenção.
- Onde está Clarkston? - Ela estranhou meu timbre de voz e então viu a arma.
- Dylan... o que está acontecendo?
- Tem que me dizer onde ele esta.
- Dylan...
- DIGA-ME! - Queria desculpar-me por ter gritado com ela, mas não tinha tempo.
- Está no jardim.
- Obrigado. - Andei pelo corredor em direção as portas dos fundos, cada passo ficando mais pesado que o outro pensando em voltar para casa, mas definitivamente não.
Ao pisar na rua ja consegui vê-lo, estava com Johnathan e Greta. Caminhei até eles enquanto segurava a arma junto ao corpo e minha mão formigava.
Eles estavam de costas e então parei atrás deles.
- Tio! - Eles se viraram e Greta andou em minha direção e abraçou-me.
- Dylan, como vai? - A afastei e olhei para o meu tio.
- Seu porco imundo! - Todos me olharam estranho.
- Dylan, o que houve? - Ele perguntou.
- Não se faça de desentendido.
- Primo, o que está havendo?
- Pergunte ao seu pai. - Ele estranhou e então perguntou:
- Pai, por que Dylan está assim? - Ele exitou na resposta.
- Eu não sei...
- O que você fez a Carrye? - Perguntei e assim levantei a arma, Greta se assustou e Johnathan de um passo para trás.
- Dylan, baixe isto!
- Por que fez isso? - Perguntei e estava descontrolado.
- Do que esta falando?
- Você sabe muito bem o que fez. - Minha mão tremia.
- Pai do que ele esta falando?
- Saia daqui Johnathan. - Ele ordenou.
- Não, fique ai. Você precisa saber o que esse monstro fez.
- O que esta havendo? - Greta perguntou andando até ao lado de Johnathan.
- Vamos Clarkston conte a eles.
- Dylan... filho...
- Não me chame de filho!
- Não sei do que esta se referindo.
- Você abusou de Carrye! - E assim eles olharam estranho para ele e não para mim, Greta abriu a boca em espanto.
- Pai, isso é verdade? - Johnathan perguntou perplexo.
- Não, claro que não. - Se defendeu.
- Não minta. Você a machucou.
- Dylan, por favor. Meu pai não faria isso.
- Johnathan não seja tolo, sabemos do que ele é capaz.
- Pai, diga que é um equívoco.
- É mentira, não tocaria na minha neta.
- Já matou seu irmão, por que não faria uma coisa dessas?
- Não pode acusa-lo sem provas. - Johnathan estava na defesa do "pai".
- Johnathan você é tolo, é claro que foi ele. O incêndio foi armado para que ele ficasse com as terras, mas eu as assumi.
- Dylan, eu amava seu pai. - Ele se manifestou.
- Cale a boca, vou matar você. - Greta que até agora estava quieta começou a chorar como se só agora a fixa tivesse caído.
- Você machucou Carrye?
- Não, sabe que não faria isso.
- Greta sabe que sim, ele já machucou você, por que não faria com uma menina indefesa?
- Querida meu pai não faria isso.
- Johnathan, cale a boca. - Ela gritou com ele.
- Greta, escute. - Clarkston a chamou e ela o encarou.
- Sim.
- Precisa saber a verdade.
- Qual?
- Pergunte a Dylan por que Freya ficou relutante em se casar.
- O que isso tem a ver?
- Pergunte. - E então ela se virou para mim.
- Dylan...
- Não escute ele.
- Greta, sua irmã estava seduzindo seu marido.
- O que?
- Não o escut... - Ele me interrompeu.
- Sim querida, sua irmã não é quem pensa que é. Ela seduzia Johnathan.
- Mas...
- Greta, ela esta colocando nossa família um contra os outros.
- Não, ela é minha irmã não faria isso.
- Sim querida, pergunte ao seu marido.
- Johnathan?
- É mentira. Nunca toquei nela. Greta amo você.
- Por que ela faria isso?
- Ela o ama. É ambiciosa e quer todas as terras.
- Eu... eu odeio ela, como pode fazer isso? - Ela ficou atônita, e entendi seu plano de colocar ela contra mim e Freya.
- Não mude de assunto. Você machucou minha menina. - Johnathan se pôs na frente do pai e ficou.
- Dylan, não posso deixar que machuque ele.
- Johnathan, ele é um monstro.
- Mas é meu pai.
- Não, não é.
- Foi ele quem me criou.
- Johnathan filho, sabe que te amo e tudo o que faço é para que seja um homem melhor. - Ele colocou uma mão no ombro de Johnathan e apertou.
- Não ouça ele.
- Filho, sabe que eu nunca machucaria a filha da mulher que você ama.
- Cala boca, esta manipulando ele.
- Sabe, que você é meu maior orgulho.
- Pai... - Johnathan caiu no seu jogo e assim confiou naquela imundice.
- Carrye pode ter mentido.
- Por favor, sabe que ela não faria isso.
- Crianças mentem o tempo todo.
- Minha menina não. - E olhei para além de Jhonathan e vi Clarkston sorrindo. Engatilhei a arma e então Johnathan pulou em cima de mim e ela disparou duas vezes.
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Freya & Johnathan
RomansaUm amor entre dois jovens que não podem assumir o relacionamento, sofrem barreiras para se afastarem. Freya uma jovem determinada está apaixonada por Johnathan Lewistown, dono da fazenda vizinha. Freya moça simples de família pequena esconde seus...
