CAPÍTULO 15 - A MISSÃO (ATUALMENTE)

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          Os três então adentraram o salão e se dirigiram aos seus devidos aposentos para se lavarem. Após o banho, foi organizado um banquete aos convidados, o Grande Salão era bem amplo, com uma mesa retangular posicionada logo à frente de uma enorme lareira, que quando acesa junto a vários candelabros espalhados, ajudava na iluminação do local.

          A mesa estava repleta de alimentos, desde um enorme porco assado, até as mais variadas frutas e legumes. O banquete havia sido preparado somente aos três, tendo Arkamalls decidido desfrutar refeição em seus próprios aposentos.

          Como de costume Barton e Astron fizeram uma enorme bagunça durante o banquete, comendo pedaços inteiros de carnes ou cantando melodias antigas que falavam de guerras enquanto estavam com a boca cheia. Por virem de lugares mais afastados, ser refinado não fazia parte de seus costumes, Samira apenas gargalhava e as vezes fazia caretas com as nojeiras que Barton fazia.

          Após a refeição, os três se dirigiram ao local de encontro, que se tratava de uma pequena sala oval, construída estrategicamente no topo de uma torre, basicamente o aposento mais alto construído no monte Jotobe, dando vista a todo o reino de Aconépolis.  

          - Sem muitas formalidades, os três sabem de nossa situação atual, onde Allana foi capturada por um dos paladinos e se encontra neste exato momento encarcerada na prisão central onde se prepara para a execução - Arkamalls caminhava com as mãos cruzadas nas costas demonstrando seriedade.

          - E o senhor mandou chamar a gente para salvar a menina - Barton deu uma gargalhada.

          - Na verdade não.

          - Mas como? - Samira se espantou com a resposta de seu tutor, o tempo todo acreditava que este era o maior motivo da convocação.

          - Vocês três estarão ocupados com uma missão muito mais valiosa.

          - Com todo respeito senhor, mas estamos falando da nossa companheira - Astron queria entender onde Arkamalls queria chegar.

          - O oráculo do reino foi consultado e em sua visão, não só Allana, mas todo o reino de Acronépolis seria dizimado, povos seriam massacrados, cidades destruídas, florestas queimadas. Em sua visão todo o reino sucumbirá.

          - Mas o que seria a chave para toda essa atrocidade?

          - Uma fera que imergiu das profundezas das trevas, ela já está neste mundo, apenas esperando a melhor hora para atacar. Preciso que vocês a destruam. - Fez um sinal com a mão como se esmagasse algo.

          - Mas não podemos simplesmente abandoná-la a própria sorte assim - Todos os três concordavam que não valia a pena abandonar sua amiga para seguir uma suposta visão de um Oráculo que eles nem mesmo chegaram a ver.

          O oráculo do reino jamais errara uma previsão. No passado todas as missões que o grupo recebera sempre acabavam sendo provenientes das visões do oráculo, permitindo assim em diversas vezes evitar crimes antes mesmo que eles viessem a acontecer.

          O problema era apenas o fato de que ninguém além de Arkamalls havia visto o tal oráculo e em diversas vezes, os guerreiros se sentiam culpados ao prender alguém que nem mesmo cometera crime algum - Pelo menos não até o momento - O que acabava fazendo do réu um inocente. Afinal, quem garantiria que o acusado não poderia mudar de idéia ou desistir do crime antes de realizá-lo?

          - Sei muito bem que vocês querem salvar a Allana, assim como eu, mas caso vocês não impeçam o que está por vir, não somente ela, mas todo o reino submergirá no caos.

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