Duas Semanas atrás.
O dia estava se findando, uma linda mulher de cabelos longos e ruivos, com olhos azuis e várias sardas nas bochechas, com seios volumosos, cerca de 1,80 de altura, usava um vestido rodado de pano bege, com um pequeno decote e delicadas e pequenas mangas, tudo exaltava ainda mais sua beleza e escondia em muito sua força.
Ela ajudava uma criança a pegar água em um poço, era uma menininha com cerca de 9 anos de idade com cabelos longos e negros e um vestidinho com alguns rasgos, as duas brincavam e riam de piadas que contavam sobre os moradores de Akasuma - uma vila que ficava próxima ao rio principal que cruzava todo o reino - as duas encheram dois enormes baldes d'água e um balde pequeno, a bela moça pegou os dois baldes grandes e os colocou sobre os ombros enquanto a pequenina custava pegar o balde pequeno.
- Você é muito forte Allana - A criança olhava para ela com muito respeito e orgulho da nova amiga, sentia uma forte admiração por ela e se inspirava muito na ruiva. - quando eu crescer quero ser como você.
- Um dia você será rosinha, e te garanto que será bem mais forte que eu. - Sua vós era suave e doce, inspirava confiança na menina.
- Eu te prometo Allana, eu sempre irei te proteger - A menina deu um largo sorriso.
As duas voltaram para a vila brincando uma com a outra, a pequenininha ia na frente desengonçada pelo peso do balde enquanto Allana ia atrás cumprimentando as pessoas no vilarejo. Ela já estava na vila tinha 1 ano e já havia feito amizade com praticamente todos os habitantes, todos a conheciam, eles sabiam que ela era uma fugitiva do estado mas ao ver seu verdadeiro caráter a acolheram sem pensar nas consequências.
Aquela tarde era igual às muitas que vivia no vilarejo, era uma vila simples e bem rotineira, todos os dias iguais, mas naquele dia algo estava diferente, a espreita em cima de alguns galhos alguém observava cada passo da mulher, silencioso e furtivo, era impossível sentir sua presença, um espião profissional, que acabara de conseguir uma informação extremamente valiosa, a localização de um dos mais procurados do governo e ele não perderia a oportunidade. O espião desapareceu no exato momento em que Allana olhou em sua direção suspeitando de algo naquele lugar, mas nada viu.
Em Akasuma, Allana ajudava em uma taverna, servindo as mesas e impedindo que arruaceiros ou clientes bêbados prejudicassem a paz do lugar, nada fugia muito do comum, uma vez ou outra dois bêbados discutiam e saiam em briga, mas a confusão logo era contida por Allana que pegava cada um deles pela camisa e os jogava para fora do estabelecimento, mesmo sendo expulsos eles ainda não ficavam com raiva dela, todos na vila a amavam muito e ela se sentia feliz em meio a eles.
Em Akasuma amanhecia mais um dia, a semana havia passado rápido e já era sábado, mas não um sábado qualquer, era o dia do festival do milho, era apenas um dia no ano ao qual era comemorado o início da colheita da safra de milho, no festival as donas de casa levavam várias receitas para competir qual era a mais gostosa, as crianças brincavam com gravetos simulando uma luta de espadas, e os homens faziam um campeonato de luta, o prêmio era decidido por eles mesmos, qualquer coisa que fosse do interesse de todos.
- Senhorita Allana, você vai participar do campeonato né? - Rosinha juntou as mãos como se estivesse rezando para implorar a amiga que participasse, queria muito vê-la em ação, mas em todos os outros anos Allana preferiu não participar.
- Rosinha eu não sou muito boa na cozinha - Sorriu a bela moça.
- Não, não, você tem que participar da luta, mostrar pra aqueles brutamontes a força de uma mulher - Ela mostrava seu pequenino músculo.
- Não senhorita, não me meto em brigas.
- Por favorzinho Lana (às vezes a criança a chamava por este apelido demonstrando carinho) lute por mim - A criança fez uma carinha de choro e até deixou escorrer uma lágrima, teria talento para o teatro.
- Anãão, não, não, não me venha chorar, eu disse que não irei e pronto.
O festival já havia começado, nas bancas as mulheres provavam os bolos e tortas que haviam levado, aquela que agradasse o paladar da mulher mais velha da vila ganharia o prêmio, um lindo vestido que havia sido feito pela alfaiata da cidade que por ironia também estava participando do campeonato.
Pouco mais à frente os homens haviam formado um enorme ringue feito de madeira e agora estavam tentando decidir qual seria o prêmio do campeonato.
- Aquele que ganhar ganhará o melhor cavalo - Disse alguém no meio da discussão.
- Nada disso eu não quero ganhar um cavalo, já tenho vários. Mais alguém no meio da roda opinou.
- Que tal um dia inteiro de bebida grátis.
- Não, não, aí será prejuízo para mim - O dono da taverna não aceitaria isto nunca.
- Já sei... que tal quem ganhar, pegar Allana como esposa? - Quem disse isto já estava quase bêbado e nem conseguia mais se manter em pé sozinho.
- É isso ai - Todos os homens gritaram e bradaram - Não tem presente melhor.
- Espero que minha esposa não saiba disto.
Eles então começaram então a sortear quem seria os competidores.
- Acho que terei que entrar nessa competição - Uma voz feminina ecoou e todos se calaram na mesma hora. - Já que o prêmio me interessa bastante. - A mulher trajava uma armadura toda branca, a armadura possuía mangas que cobriam todo o seu braço, possuía ombreiras pontudas com um desenho de uma cruz negra, abaixo da cintura a armadura formava uma espécie de saia aberta no meio, de cada lado da saia possuía outro desenho de uma cruz de Pátea também na cor negra, usava também botas brancas com apenas algumas linhas negras, o peitoral acompanhava o formato de seus seios apenas com um desenho simples de uma linha dourada em alto relevo que subia da saia pela cintura e acompanhava a curva dos seios, carregava consigo um enorme escudo branco com vários desenhos negros e com o desenho de dois dragões encarando uma esmeralda radiante no centro.
- Você vai participar Allana? - O organizador do torneio estava surpreso, a moça nunca participava de nenhum torneio.
- Claro, o prêmio sou eu, eu não vou deixar nenhum de vocês me ganhar tão fácil - Ela possuía em suas costas uma espada dentro de sua bainha, era possível ver apenas seu cabo, era totalmente negro com apenas algumas inscrições em alto-relevo na cor cinza.
- Allana eu até entendo que você seja um pouco forte, mas expulsar bêbados é bem diferente de lutar a sério.
- É impressão minha ou vocês estão com medo de uma mulher?
Os homens ali em volta a olharam como se não houve achado graça alguma da ironia da mulher.
- Tudo bem, você pode participar - O organizador do torneio colocou o nome dela na lista - Só uma coisa, não vale armas.
- Sem problema algum, não precisarei.
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ACRONÉPOLIS
FantasíaEm uma época onde Humanos caminhavam ao lado de Gigantes e bestas, onde existiam guerreiros que portavam espadas e armaduras, onde magos usavam a magia como arma ou proteção, Astron, um poderoso guerreiro intitulado como um dos mais poderosos oficia...
