CAPÍTULO 22 - TRAIÇÃO

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          Passaram-se cinco anos após os quatro companheiros receberem suas armas. Durante esse período eles se dedicaram arduamente a um treinamento arquitetado pelo próprio Arkamalls

          – Vocês estão prontos – O mago se dirigiu aos quatro que agora estavam com armaduras de oficiais – serão designados hoje aos seus postos, desta vez não mais como alunos, mas como oficiais do exército imperial.

           O grupo acenou a cabeça em sinal de respeito e gratidão.

           – Astron, você será o líder deste grupo. Durante o treinamento você demonstrou destreza, aprendeu a dominar suas essências com facilidade. Lembre-se sempre, jamais conjure as duas ao mesmo tempo, seu poder é grandioso de mais para ser controlado.

          O guerreiro assentiu em silêncio. Estava trajando uma armadura simples de cor bronze, com o desenho do dragão nas costas, que representava o símbolo do reino.

          – Samira, durante todo esse tempo pude ver em você um enorme poder oculto, poder este que nem mesmo você poderá controla-lo, tome cuidado sempre e jamais deixe ser levada por emoções. Este é um presente meu para você, a encontrei no mercado negro e acho que irá servir bem em dias futuros. – Arkamalls a entregou uma adaga com um rubi exposto no centro de sua guarda.

           A loira ficou muito feliz ao receber o presente, mas preferiu manter a solenidade do momento. Como uma armadura poderia prejudicar sua velocidade em combate, a caçadora preferiu permanecer com roupas normais, de couro que lhe cobriam os seios e virilha.

          – Barton, você conseguiu explorar os limites de sua arma e a fazer ir além, mas sempre tenha cautela, você mesmo viu do que esta arma é capaz. Tenho a você apenas um conselho. Aprenda a confiar em si mesmo, você não tem ideia do qual forte você pode ser quando se desprender do seu medo.

         – Mas... – O anão tentou falar, mas foi interrompido pelo olhar severo de Astron lhe advertindo que não era o momento para especulações. Assim como Samira, Barton não trajava armadura, não por atrapalhar, mas sim por que não existia nenhuma armadura pro seu tamanho.

         – Allana. Confesso que no início fiquei em dúvida sobre suas capacidades, mas você mostrou um forte poder interior. Você possui uma dádiva que poucos podem ter, o Karyo em você flui de uma forma impressionante e você aprendeu muito bem como usá-lo, melhorando seus atributos físicos. Só tome cuidado, pois essa abundância de Karyo pode vir a se tornar um problema caso se misture com a essência divina de suas armas.

          A ruiva assentiu com seriedade. Usava consigo a armadura branca que ganhara de seu tutor.

          – Agora será designada a primeira missão de vocês. Aos arredores do reino tivemos alguns problemas com pequenos monstros que chamamos de Globlins. Vocês, juntamente a Dorian irão acompanhar o rei na missão de exterminá-los.

         – O rei? – Samira se espantou, pois o rei normalmente nunca saia de seu palácio.

         – Sim, agora sem delongas, vocês encontraram o primeiro oficial em frente ao portal de entrada da cidade.

         O grupo então se deslocou até a entrada da cidade, que ficava a quarenta mil metros da base do monte Jotobe, localizado aos arredores de Aceron.

         Chegando ao local de encontro, o primeiro a os receber foi Dorian. Desta vez o primeiro oficial não trajava armadura, afinal o perigo que enfrentariam não seria tão grande ao ponto de precisar de tal proteção, mas para não andar desprotegido, carregava consigo uma roupa de couro e um colar prateado em seu pescoço, para protegê-lo de pequenos perigos.

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