Kate Sulivan é uma jovem de 22 anos cuja vida foi virada de cabeça para baixo após o assassinato de seus pais e o suposto desaparecimento do seu irmão mais velho. Isso resultou em ela viver sozinha na casa onde tudo aconteceu. Kate desenvolveu uma s...
Uma pequena muda de roupa social cobria uma foto amassada. Uma criança sorria nela, o cabelo cor de ouro e as bochechas rosadas estampavam a foto. Os olhos verdes e o sorriso exibicionista. Com a mão a boca e o choro preso na garganta, Kate se perguntou o que significava aquilo. A criança a sua frente era a sua amiga. A voz da menina de dez anos ecoava em sua mente como uma música antiga a ser tocada. A voz maldosa e o olhar sério a tomava por inteira. Engoliu em seco e revirou a foto encontrando uma letra garfal atrás. Uma data marcava a foto em baixo.
''Te amo querida, com amor e para sempre. De seu querido papai, Clark ''
Largou a foto no lugar e se levantou assustada. Cambaleou para trás tropeçando na bola de basquete que Thomas havia largado no meio do caminho.
'' De seu querido papai Clark... ''
O sussurro da voz de Clark se repetia em um emaranhado de pensamentos. Sua amiga era a filha de Clark. O sorriso zombeteiro entrava em sua mente. O choro rouco de Jake do outro lado da linha a perturbava mais ainda. O incêndio, sua amiga. Clark... Um quebra cabeça que não estava conseguindo montar. Tirou todas as roupas da mala. Um perfume caro, um cinto de couro, algumas camisas sociais, um sobretudo e mais uma foto. Uma mulher carregava a mesma menina no colo, uma mulher magra de cabelos lisos como o da menina. Clark sorridente posicionado ao lado das duas ao lado da foto. Conhecia aquela mulher e não havia mais duvidas de que também conhecia aquela menina. Mas Clark? Quem era Clark afinal?
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Jake andava de um lado para o outro em seu apartamento. Com o celular em uma das mãos e uma foto de Kate em outra.
— Você não pode fazer nada. Não agora. — disse uma voz masculina. — Não é o momento Jake, ela precisa enxergar tudo sozinha.
— E se ela não estiver bem? — perguntou passando a mão no cabelo. — Puta merda, eu não sabia que estava acontecendo tudo isso.
— Relaxa Jake. Se desesperar não vai adiantar agora.
— Vocês tem provas? — perguntou encarando a figura masculina. — Vão dá um tiro no escuro?
— Estamos atrás de provas Jake, estamos quase lá.
— E por que não contar a ela? Por quê não ser sincero? Por favor, deixe-me ligar para ela.
— Não! — exclamou o homem fortemente. — Com você ela fica vulnerável. Vai dar tudo certo cara. — levantou-se e deu leves tapas em suas costas. — Toma um café e respira fundo. Agora tenho que ir.
O homem vestiu seu paletó e foi em direção a porta.
— Ela vai ficar bem, não vai? — perguntou Jake antes que o homem fosse embora.