Kate Sulivan é uma jovem de 22 anos cuja vida foi virada de cabeça para baixo após o assassinato de seus pais e o suposto desaparecimento do seu irmão mais velho. Isso resultou em ela viver sozinha na casa onde tudo aconteceu. Kate desenvolveu uma s...
Permaneceu duas horas seguidas sentada no mesmo lugar, abraçada ao próprio corpo de cabeça baixa olhando fixamente o celular em suas mãos. Duas horas e nenhum dos dois homens havia aparecido. Nada...
Depois de muito explicação ao gerente da pousada suplicando que chamassem a polícia, desistiu de tentar. Não havia recebido ligação ou uma mensagem de volta da própria tia. O cabelo bagunçado e as mãos trêmulas era um dos sinais de desespero que exibia em situações complicadas.
— A senhora já ligou para ele novamente? — a recepcionista prestativa voltava a tentar ajudar.
— Sim... — respondeu olhando para os próprios joelhos.
— Não fique assim... Não à motivos para desespero. Isso não passa de um mal entendido. — reforçou a mulher.
— Você não entende... — falou Kate baixinho. — ele não me deixaria sozinha, nenhum deles me deixaria sozinha... — chorou baixinho. — os dois sumiram e me deixaram sozinha, sozinha! — abraçou os joelhos escondendo as lágrimas.
A recepcionista olhou de relance para o gerente que se encontrava no balcão como quem pedindo ajuda.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
O vagão já estava vazio indicando o início da noite, começava a cair pingos de chuva do lado de fora. O sol já se escondia atrás das nuvens. Kate continuava sentada no mesmo lugar, não havia aceitado água ou algo para comer. O quarto em cima ainda vazio, a ponta dos dedos já brancas de tanto apertar.
— Ele não me deixaria sozinha... — tornava a repetir em um sussurro — Ele não faria isso de novo... não faria... — apertava mais uma vez os braços que já continha traços de sangue pela extremidade.
— Senhorita, você precisa sair daqui, beber algo, comer alguma coisa. — o gerente dizia — Me permita ajudar. Não tem alguém que eu possa ligar? Sua mãe, seu pai...
— Não! — gritou — ninguém! — cala a boca! Cala a boca! — gritou novamente tapando os ouvidos com as mãos. — eu quero o meu irmão...
O homem respirou fundo e cochichou com a recepcionista algo como:
" ela está transtornada. "
— Eu quero a sua permição para pegar suas malas no quarto. — disse o homem respirando fundo.
— Está me expulsando? — perguntou Kate.
— A senhora está assustando os meus hóspedes. — respondeu o homem com delicadeza. — as crianças estão com medo de você...
— Eu não sou louca! — gritou fazendo o homem da um passo para trás. — Por que acha que sou louca?
— Senhorita, se acalme... — falou olhando ao redor para ver se não tinha ninguém vendo aquilo. — Se a senhorita não colaborar terei que chamar a policia! — Kate abriu a boca para falar algo, mas se calou se jogando novamente no pequeno sofá.