Kate Sulivan é uma jovem de 22 anos cuja vida foi virada de cabeça para baixo após o assassinato de seus pais e o suposto desaparecimento do seu irmão mais velho. Isso resultou em ela viver sozinha na casa onde tudo aconteceu. Kate desenvolveu uma s...
— Kate querida, pode me ajudar a regar as plantas no jardim? — perguntou seu pai.
— Claro! — respondeu a adolescente sorridente
Seguiram rumo ao pequeno quintal cercado de flores cujo a sua mãe havia plantado e ficou ao lado do seu pai que sorria ao pegar dois regadores e entregando as mãos da filha.
— Pai, onde está o James? — perguntou enquanto molhava a planta a sua frente.
— Não vamos falar nisso querida. — disse parando de regar e olhou o rosto da jovem — Você está quase uma mulher, olhe só. — acariciou seu rosto enquanto a mesma sorria — Você cresceu tão rápido ou estou ficando velho?
O olhar de Kate murchava.
— Sabe, queria ser mais bonita. — disse — O Jake foi embora, acho que foi minha culpa. — suas lembranças a levaram em um passado distante onde havia conhecido o garoto através do irmão mais novo. — Me sinto tão só...
— Eu e a sua mãe sempre estaremos aqui para você. — seu pai sorriu apertando de leve a sua bochecha.
— Pai, eu sou doente? — perguntou — As vezes acho que sou doente.
— Você precisa de cuidados meu bem. Assim como muitos de nós.
Kate depositou o regador no chão molhado e olhou seu pai.
— Eu amo você pai.
— Também te amo querida. Amo muito. — depositou um beijo estalado em sua testa.
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18:00 da noite.
Os três se encontravam reunidos na mesa de jantar comendo sorridente enquanto contornava um assunto e outro.
— Que carinha é essa querida? — perguntou sua mãe olhando o semblante da filha que brincava com a comida a remexendo com o garfo.
— Nada, sou estou desanimada. Posso me retirar?
Seus pais se entreolharam.
— Pode sim meu bem. — respondeu seu pai — Não esqueça de tomar seus remédios, está bem? — contestou encarando a filha.
— Está bem. — respondeu com um meio sorriso se levantando da cadeira. Deu beijo no rosto de ambos e subiu até seu quarto.
Fechou a porta em um respirar cansativo e olhou as caixinhas de remédios que fingia tomar, jogou fora dois deles porque sabia que seus pais contaria os comprimidos para ver se realmente tinha tomado. Se largou na cama com a meia luz do abajur refletindo em seu rosto. Ouvia uma música ser tocada lá em baixo sendo abafada pela porta fechada. Viu em sua mente os pais abraçados dando sorrisinhos bobos e dançando juntos enquanto sua mãe depositava a cabeça no ombro do marido. Abafou os ouvidos com o travesseiro numa tentativa tola de fazer o som e a imagem parar de ecoar em sua mente e em seus ouvidos.
A um ano não via o irmão que tanto amava, não ouvia ou sentia sua presença. E a falta daquilo lhe preenchia todos os dias. A ida a escola havia ficado insuportável. Não estudava mas no mesmo colégio e tão pouco se lembrava de muita coisa. Sua mente trabalhava assim. Um dia se lembrava de tudo em outro não se lembrava de nada.
Sentou-se na cama incomodada com o som intimo entrando pela fresta do quarto e tapou os ouvidos com um revirar de olhos. Depois de uns minutos assim o som havia sessado e sabia que as luzes haviam sido apagadas. Seus pais haviam ido dormir. Se jogou na cama novamente aliviada pela imagem que não lhe via a mente e se enrolou até o pescoço em uma tentativa falha de pegar no sono. Não adiantou.
Levantou entediada e desceu as escadas em busca de um copo de leite para ver se lhe dava sono. Sentou-se na cadeira e tomou lentamente o líquido branco que vazava da borda.
'' Você precisa acabar com isso Kate... ''
Ouviu um sussurro aos seus ouvidos. Balançou a cabeça tentando não ouvir mais nada.
'' Ele me mandou embora, logo eu que estava ao seu lado, me expulsou. Como pode deixar isso acontecer...? ''
Mais uma vez ouvia.
Levantou da cadeira jogando o resto de leite na pia e pegou uma faca na gaveta de baixo. Subiu as escadas lentamente e abriu a porta dos pais que já permaneciam pegados no sono.
'' É a sua chance maninha... Se vingue por mim. ''
Subiu na cama em uma forma tranquila como se fosse se aconchegar ali no meio e disferiu diversas facadas na barriga do pai fazendo sua mãe acordar exasperada.
— Kate! — gritou a mulher estática.
A garota não pensou duas vezes e cortou a jugular da mãe a sangue frio fazendo o sangue espirrar para tudo o que é lado. Depois de ver os dois deitados ali mortos e com a cama ensaguentada. Desceu as escadas de forma pacifica e adentrou o banheiro lavando a faca e as mãos. Passou sabão diversa vezes na tentativa de apagar tudo que tinha ali. Tirou a roupa suja e lavou deixando o sangue escorrer pia a fora. Segurou a faca com uma toalha de rosto e devolveu no mesmo lugar da cozinha. Voltou para o seu quarto vestiu um pijama e se pôs a dormir.
No dia seguinte levantou e foi ao colégio. Não estranhou o sumiço dos pais, imaginou que ainda estivessem dormindo. Assim que chegou em casa depois do colégio encontrou a cena lamentável deixando ali um grito de medo. Não sabia o que havia acontecido. Não lembrava.
Correu para o banheiro se trancando ali com medo de quem quer que tenha feito aquilo aparecesse novamente e permaneceu poR dois dias até a policia bater em sua porta. Alegou ter sido um assalto. já que havia medo em seus olhos. Mas definitivamente não sabia o que tinha acontecido.