Become woman part.2

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Olar, seres! Tudo certinho?
Bom, eu ia meter o textão aqui sobre os 4 meses de jornada, mas foda-se, a gente ainda não está nem na metade. Queria agradecer de coração a cada serumaninho leitor dessa história, aos que comentam, aos que votam, aos que se escondem, rs, eu vejo vocês fantasminhas, e sobretudo aos que vem falar comigo, no tt, nas mensagens, pedem meu telefone, elogiam, criticam, me encorajam e me motivam a continuar. Gratidão! ;)
Muito obrigada por embarcarem nessa comigo.

Deixa aquele voto/fav maroto que você fará uma jovem adulta desesperada feliz.

Boa leitura!


xxx


Lauren Pov

Os dias que se seguiram foram uma verdadeira prova de fogo. Eu fiz de tudo para ter tempo e disposição para encontrar Camila, mas parece que os velhos tempos de desencontro estavam de volta. Quando uma podia, a outra não. Foram diversos almoços e jantares cancelados ao logo da semana, e até mesmo as ligações estavam sendo racionadas. A verdade é que trocamos apenas algumas mensagens na quais Camila se mostrava um tanto quanto distante. A latina não estava bem e eu sabia, só não sabia o motivo. Eu queria manter minha mente tranquila, mas algumas suposições começavam a rondar a minha cabeça. Na quinta-feira, quando eu já me dava por satisfeita em encerrar a noite jogando uma partida de videogame para desopilar, Camila me apareceu com o jantar e fez questão de frisar que não trouxe sobremesa porque ela própria se encarregaria disso.

Resultado: Eu de joelhos no tapete da sala de frente pra a latina, no sofá, que apenas se abria para mim expondo seu centro molhado e pulsante enquanto mantinha-se de olhos fechados concentrada nas sensações que a minha língua lhe proporcionava.

Eu teria encarado essa postura numa boa se eu não conhecesse a latina tão bem, sobretudo no aspecto sexual. Camila era ativamente passiva. Ela sabia como me deixar fazer, dominava a magia de se entregar. Ela sempre me instigava, propunha coisas novas, ela sabia me envolver em qualquer posição. Ela nunca se limitava a repousar a mão em minha cabeça enquanto eu lhe oferecia um oral, como havia feito naquela ocasião. Algo não estava bem. Eu resolvi ignorar, naquele momento, e continuar com o meu trabalho. Ela parecia cansada, talvez fosse esse o motivo. Até aí nada demais.

O que me sobressaltou foi a quantidade de fios do cabelo de Camila que ficaram sobre o travesseiro quando ela por fim levantou já em cima da hora de ir à aula e foi para o banheiro. Mesmo depois da ducha a latina continuava bocejando e esfregando os olhos. Sono. Camila estava sonolenta, essa era outra característica que não pertencia à ela. Tentei desviar as conjecturas que voavam ao redor de minha cabeça e me concentrar no trabalho.

Já passava das 16:30 e faltava pouco para que eu terminasse o envelopamento da pick-up do senhor Mitchell. Já havia ligado para o velho homem e marcado um horário para que ele viesse buscar o veículo. Thomas estava dando os últimos retoques e eu verificava se o adesivo estava bem afixado nas extremidades do automóvel. Eu passei a semana inteira debruçada nos reparos daquele carro. Trabalhei como nunca, e por mais que várias teorias e fantasmas rondassem os meus pensamentos o serviço me manteve na linha.

Durante a manhã eu resolvi fazer uma busca na internet sobre os sintomas que Camila apresentava. Eu já havia considerado uma série de coisas por conta própria mas como apenas as minhas suposições não eram suficientes decidi que me martirizaria procurando por possíveis respostas na internet.

Parecia uma viciada em sofrimento.

Eu sabia que aquela atitude não era saudável e só me deixaria mais preocupada. Ao invés de conversar com a latina e convencê-la a procurar um médico como alguém sensata faria, eu iria fantasiar diagnósticos com base em informações da internet. Eu sou muito esperta!

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