Pretty young thing

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Ei, podem comentar, viu? Não gera boleto não.

(2/3)

Boa leitura!

xxx

Camila Pov

O dia amanheceu nublado e eu já acordei com os pés no palco. Decidi ensaiar pela manhã para passar a tarde com a minha namorada carente e enfrentando uma TPM daquelas. Tinha alguns comprimidos e chocolates para mimar a manteiga derretida que ela ficava quando estava naqueles dias.

Eu ficava uma fera. Coitada da Lauren tomava cada coice quando se distraía comigo de TPM, já eu tinha de me policiar com ela naquele período já que qualquer palavra mal empregada poderia fazê-la desatar em prantos. Um bebê manhoso enrolado nas cobertas e vendo tv era o que eu esperava quando me dirigia ao loft.

O que eu encontrei? O lugar vazio.

Tentei ligar no celular dela e só dava caixa postal. Percebi que havia um recado na minha própria caixa e decidi checar. Era Lauren.

Por todos os Deuses, ela parecia chorar e me pedia para encontrá-la num endereço não muito longe dali. Não pensei duas vezes e voltei correndo para o carro e partir rumo ao local indicado.

Ao virar na rua do endereço avistei a moto chamativa e Lauren agachada ao lado segurando um filhote. Um filhote de cachorro. Céus!

Puxei um guarda-chuva do banco de trás e saltei do carro o abrindo logo em seguida. Me aproximei e pude perceber que Lauren chorava fazendo carinho no filhote peludo. As lágrimas se misturavam aos pingos de chuva em seu rosto, mas ela só tinha olhos para o filhote.

- Como as pessoas podem fazer isso, Camz? Ele tava aqui sozinho, não parava de chorar. Ele tá machucado.

Só então percebi que o pelo do pequeno animal estava desigual e havia chicletes pregados nele. A patinha parecia machucada e os olhos eram puro medo.

- Hey amiguinho, tudo bem. Tá tudo bem, a tia Camz e a tia Lo vão cuidar de você, ok? - Me agachei e falei com voz de bebê próximo ao cachorrinho. - Vem, amor, coloca ele no carro que eu vou levá-lo ao veterinário.

- Eu quero ir junto. - Protestou.

- Ok. Passamos em casa para você trocar de roupa e deixar a moto e depois vamos.

[...]

Louis, o veterinário, disse que era comum o abandono de animais naquela região e que provavelmente não encontraríamos o dono ou quem o abandonou. Ainda assim publiquei uma foto do rapazinho em um grupo para o caso de alguém o reconhecer. Lauren estava bicuda e não tirava o olhos do amiguinho.

- Camz, podemos ficar com ele? - Perguntou com os olhos pidões.

- Amor, não sabemos se ele foi mesmo abandonado ou estava apenas perdido.

- Pelo estado em que se encontrava e naquela região, posso apostar que ele foi abandonado. - Louis atestou.

- Ele é tão lindo. Por que alguém abandonaria um bolinho desses?

- Ele tem essa atrofia na perna traseira. Ele vai andar um pouco engraçado.

- Pensei que ele só estivesse machucado. - Pontuei.

- Não, ele provavelmente já foi parido assim. Isso é um problema para vocês?

- Não. Claro que não. - Lauren se adiantou. - Agora é que eu não largo mais esse bebê. Precisamos te dar um nome. - Ela continuava com os olhos no cachorro.

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