Love me better

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xxx

Camila Pov

O que a minha esposa não sabia era que eu queria dar a ela de presente de bodas de algodão ou papel, sei lá, mas eu adoraria ter dado a ela o resultado do exame que tinha feito aquela noite. No começo do ano eu pedi ajuda a Normani para iniciar o processo de reprodução assistida sem o conhecimento de Lauren, o que poderia ser um erro tremendo se eu não soubesse o quanto ela desejava ser mãe, mas ainda assim era um risco porque conhecendo minha esposa tão bem sabia que ela iria querer acompanhar cada passo da gestação. Eu queria fazer uma surpresa.

A primeira parte do tratamento tinha durado quatro meses e agora eu estava constantemente checando a probabilidade de ter dado certo. Dra. Emanuelle, biomédica que havia cuidado da reprodução de Luan, me disse que era normal não acontecer na primeira tentativa, mas que fatores como a minha prática regular de exercícios, o meu não consumo de álcool e drogas, peso controlado e a carga de estresse baixa me ajudariam no aumento das chances.

Mas não aconteceu.

Por isso eu preferi não contar a ela sobre a tentativa e troquei o jantar de comemoração por pizza e cafuné.

- Mila, não fica assim, você sabe que geralmente não acontece de primeira. Conversa com ela e fala da rua vontade. - Normani me consolava.

- Não suportaria ver a carinha triste dela, Mani. Ela ficaria muito empolgada com a iminência de um filho para não sofrer com o resultado negativo.

- Então quer dizer que a senhorita estava mancomunada com a senhora minha esposa nessa loucura? - Dinah irrompe pela cozinha e toma assento ao lado de Normani na ilha central do ambiente. - Vocês sabem que a Lauren ia ficar muito puta com isso, né?

- Que ia nada, ia chorar feito você quando recebeu a notícia. Por falar nisso, cadê o nosso filho?

- Tá tentando montar um cavalo com ajuda do Big Mike. - Dá de ombros. - E por que não me contaram nada?

- Porque você ia dar com a língua nos dentes. - Normani rebate.

- A Ally sabe?

- Não, que aquilo lá é outra linguaruda. – Retruca novamente.

- Então tá bom. - Diz sorridente.

-Anda, vamos ver nosso toquinho montando. Vem, Dinah.

- Já vou. - Se aproxima de mim e sussurra. - Há males que vem para o bem, minha amiga. Imagina só, além de tu aguentar a escorpiana de Taubaté da tua mulher ter de lidar com um filho aquariano? Deus te dibre. - E saiu gargalhando e me arrancando uma risada.

Dinah era o meu alívio cômico em dias difíceis.

Fui lá fora acompanhar o movimento no mini haras que Lauren, Simon e Mike mantinham do lado direito da propriedade e retornei para dentro da casa horas depois com a certeza de que era a hora. Eu queria um filho com Lauren para agora.

Depois de sorrir até doer as bochechas vendo a alegria de Bea, Gavin e Luan tentando montar os potrinhos, peguei o celular em cima da mesa do meu estúdio e mandei uma mensagem para a minha esposa que estava participando de um congresso de inovação tecnológica em energia elétrica.

"Tão logo termine esse evento quero você em casa. Tenho um anúncio a fazer.

Te amo."

Apesar de ir muito bem obrigada em seu ramo de atuação atual, eu sabia que minha esposa não havia perdido o encanto por sua profissão de formação e não perdia a oportunidade de apresentar trabalhos e participar desses eventos.

Fire meet gasolineOnde histórias criam vida. Descubra agora