Necessária Esperança

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O mar sussurrava, calmo. A menina afunda os pés na areia macia que se entremeia em seus dedos, morna, e admira a aurora num deslumbre. As antigas risadas se dissolvem como a espuma das ondas, e tudo o que resta da escuridão passada são rolhas de champagne que jazem na areia, como uma pequena constelação. Ela senta-se, caçando na memória um momento parecido, mas bem menos feliz; e respira fundo com um sorriso mínimo a se esboçar no rosto. Afasta o cabelo dos olhos, menina, e voa para o mundo.

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Referências a Estúpida Esperança, de Ana Aleatória, sim

Ana InconsequenteOnde histórias criam vida. Descubra agora