Poesia perdida

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E que há
Nas folhas de teus pensamentos
No musgo de teus olhos
Que observa passar

O mundo, as flores
Cores da vida tua
Desbotam-se nas retinas
De quem não merece olhar

Que há nas tuas juntas
Inertes, enferrujadas
Na savana artificial
Que chamamos de lar

Sacode teus ossos
Põe-se a caminho
Que te espero
Ao amanhecer.

***

Achei em uma folha de caderno, no meio de uma aula de histologia animal do mês de maio (💙)

Ana InconsequenteOnde histórias criam vida. Descubra agora