Poesia sem sentido

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Há os que escrevem
Prosa igualitária
Contam os versos
Enfeitam as palavras

Como exímia leiga
Desvelo meus versos
De grossos rolos de barbante:
Brutos, simples, broncos

Gritos meus nunca tiveram ânimo
Seja para balbúrdia
Seja por causa justa
Gritos meus se desenrolam
Em grossos rolos de barbante

Nunca me enredei em barbante
Mas em cobres vários
Pratas esguias
E ouros orgulhosos

Por um momento, momento só
Enfileiro palavras
Em infundados haicais
Na esperança de que as lacunas
Respondam pelo silêncio

Ana InconsequenteOnde histórias criam vida. Descubra agora