– Ele morreu. – Um detento disse alegre.
– Cara, foi muito foda. - Ouvi mais um detento enquanto eu estava passando por eles.
Eu estava no refeitório, e a cada dia mais aquela prisão me assustava, não só ela, como também as pessoas que viviam nela, eu pensei que não ia me tornar uma pessoa assustadora como os que estavam em minha volta, mas não havia como negar que eu iria me tornar uma delas, eu em breve mataria alguém, estava prevendo isso. Sentia nojo de todos naquela prisão, e minha raiva só aumentava, agora que eu estava sozinho lá.
Fui pegar minha comida, e era um arroz marrom horrível, senti um cheiro de queimado, e um frango com umas manchas verdes, outra coisa nojenta até demais que ali ficava.
Sentei em uma mesa, sozinho, tinha pouca gente lá, mas as pessoas que tinham, a maioria eram pessoas horríveis, eu sei que ninguém pode julgar ninguém, mas porra? Por que matou ele e me deixou sozinho enquanto todos eles que eu pensava que eu gostava riam da morte dele?
Comecei a comer aquilo nojento, e logo vi alguém se aproximar da mesa, eu estava com minha cabeça baixa, porém quando sentou-se à mesa, eu levantei.
– Oi. – Evan falou.
– Vá para o inferno. – Eu disse cuspindo em seu rosto a comida que estava em minha boca e sai do refeitório revoltado enquanto eu ouvia diversos risos vindos dos companheiros da mesa onde ele estava.
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SUPREMOS - Contos
RomanceContos da série Supremos. Contos que antecedem os livros da série.
