Capítulo catorze

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Ali virou um verdadeiro caos.  Todos estavam mortos, nem um conseguiu se salvar a tempo. Permaneci imóvel e tentando respirar ao mínimo para eles não conseguirem me pegar, mas a única coisa que eu queria fazer era chorar. Novamente, estava sem ninguém.

Quando eu pensei que todos haviam morrido e eu poderia sair de lá, levantei-me debaixo da mesa que ficava atrás de uma pedra, por isso que possivelmente eles não me encontraram lá. Fui até o centro e chorei ao ver todos aqueles mortos.

Quando eu menos esperava, alguém pegou pelo meu pescoço e começou a me enforcar.

- Me solta.... - A voz estava muito falha.

- Solte-o. Ouvi uma voz que nunca tinha ouvido na vida. 

Tossi bastante depois que ele me soltou, estava ajoelhado no chão e vi quem era.

Era um homem barbudo, e realmente não o conhecia.

- Quem é você? - Perguntei.

- Eu... Hm... Não te interessa. Ainda não. Parece que sobreviveu, hein? Mas será se vai sobreviver agora? Agora eu te pergunto, quem é você?

- Ruivo... - Respondi.

- Seu nome, não perguntei sobre seu cabelo.

- Meu nome é Ruivo. Não tenho nome.

Recebi um chute nas costas.

- Diga a porra do seu nome. 

- Não o chute, falou o homem de terno. Já vi que você é resistente. Trabalhou como garoto de programa para o Amorim? - Perguntou.

- Não.

- Não minta. Eu sei que trabalhou. 

- Então por que pergunta? Trabalhei sim! Pra que quer saber? Mate-me logo, não sou ninguém! - Gritei alto.

Ele pegou em meu queixo e deu tapinhas em minha bochecha.

- Agora você é alguém. 


SUPREMOS - ContosOnde histórias criam vida. Descubra agora