Ali virou um verdadeiro caos. Todos estavam mortos, nem um conseguiu se salvar a tempo. Permaneci imóvel e tentando respirar ao mínimo para eles não conseguirem me pegar, mas a única coisa que eu queria fazer era chorar. Novamente, estava sem ninguém.
Quando eu pensei que todos haviam morrido e eu poderia sair de lá, levantei-me debaixo da mesa que ficava atrás de uma pedra, por isso que possivelmente eles não me encontraram lá. Fui até o centro e chorei ao ver todos aqueles mortos.
Quando eu menos esperava, alguém pegou pelo meu pescoço e começou a me enforcar.
- Me solta.... - A voz estava muito falha.
- Solte-o. Ouvi uma voz que nunca tinha ouvido na vida.
Tossi bastante depois que ele me soltou, estava ajoelhado no chão e vi quem era.
Era um homem barbudo, e realmente não o conhecia.
- Quem é você? - Perguntei.
- Eu... Hm... Não te interessa. Ainda não. Parece que sobreviveu, hein? Mas será se vai sobreviver agora? Agora eu te pergunto, quem é você?
- Ruivo... - Respondi.
- Seu nome, não perguntei sobre seu cabelo.
- Meu nome é Ruivo. Não tenho nome.
Recebi um chute nas costas.
- Diga a porra do seu nome.
- Não o chute, falou o homem de terno. Já vi que você é resistente. Trabalhou como garoto de programa para o Amorim? - Perguntou.
- Não.
- Não minta. Eu sei que trabalhou.
- Então por que pergunta? Trabalhei sim! Pra que quer saber? Mate-me logo, não sou ninguém! - Gritei alto.
Ele pegou em meu queixo e deu tapinhas em minha bochecha.
- Agora você é alguém.
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SUPREMOS - Contos
RomanceContos da série Supremos. Contos que antecedem os livros da série.
