Capítulo dois

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Uma moça de sua empresa chamou um motorista da empresa para pegar o carro e me levar até a casa do Nathan. Foi algo bem rápido, mas também o nível da empresa do Nathan, precisava apenas de pessoas eficientes.

Chegamos à casa dele rapidamente, a moça que havia encontrado-me na frente da empresa, também acomponhou durante o trajeto. Ela saiu do carro junto comigo. Enquanto ela avisava ao motorista que era para esperar ela voltar para os dois irem embora, eu observava a casa. Era bem grande e fascinante. Mas claro, não era igual aquelas que vemos na TV em diversas novelas e séries.

Quando ela terminou de avisar, segurou minha mãe e falou sorridente um entusiasmado 'Vamos!'. Para minha sorte, ela não era daquelas assistentes que abusavam de sua autoridade e gostava de tratar todo mundo mal. Eu, pelo menos, só admirava pessoas humildes, independente do seu cargo ou da quantidade de dinheiro que tenha em sua conta bancária.

Mas parece que as pessoas de hoje em dia, apenas se importam em ser melhor do que os outros, de ter mais carro que os outros, ou até mesmo de ser mais mesquinho que o outro. Até alguns pobres gostavam de parecer que era superiores à outras pessoas. Enquanto, ninguém é melhor que ninguém.

A moça era bastante bonita, cabelo liso e castanho, pele escura, estava vestindo um vestido preto e curto, sem falar que esbanjava um sorriso branco que só faltava reluzir! Ela abriu a porta com uma chave que havia na bolsa.

- Mãe? - Chamou.

- É você, Tália? - Uma voz feminina perguntou.

- Sou eu, sim.

- Sua mãe trabalha aqui? - Perguntei baixinho.

- Sim, algum problema?

- Não, nenhum. - Falei.

- Vem cá, mãe. - Chamou.

- Estou indo. - Falou.

A mulher rapidamente apareceu na sala em que estavámos. Sua aparência era de uma mulher de 50 anos, seus cabelos estavam cobertos, sua pele escura era linda, também tinha um sorriso branco, e aparentava estar muito cansada.

- Mãe, o Sr. Nathan pediu para que a senhora apresentasse a casa para... Como é seu nome? - Perguntou-ne.

- Taniel. - Respondi.

- Para que apresentasse a casa para o Sr. Taniel.

- Pode deixar, filha. Apresentarei. Você já comeu, filho? - Perguntou-me.

- Mãe... Chame ele de Sr. Taniel. - A filha falou.

- Não, não precisa. Pode me chamar de filho... Até porque parece que hoje deixei de ter uma mãe... - Falei cabisbaixo. - Mas enfim, ainda não comi nada. - Respondi.

- Então vem que irei te apresentar aos meus doces. A Tália ama eles! Você quer comer também, filha?

Ele revirou os olhos e disse apenas que iria voltar ao trabalho e pronto. Deixou eu e a mãe dela a sós na sala.

Ela não falou nada, apenas foi caminhando e eu fui seguindo ela.

- Trabalha aqui desde quando? - Perguntei.

- Pouco tempo, mas trabalho assim faz muito tempo, nunca tive oportunidade de estudar, pois meus pais trabalhavam em uma fazendo, e renderia mais dinheiro a eles se eu também trabalhasse na fazenda. Como eu não tinha estudo nem no fundamental, seria difícil arranjar empregos, logo cresci e casei. Mas meu marido morreu depois de um ano que tive a Tália. Vida triste... - Falou pra mim.

Não sabia o que falar, então preferi o silêncio.

- E você, filho? Por que disse antes que havia perdido sua mãe hoje? Ela morreu? Ô, eu te digo... Mesmo que ela esteja morta, ela sempre olhará para você.

- Não, não foi bem isso... Mas é passado. Passado é para ser deixado e esquecido, certo?

- Em algumas vezes... Sim. - Falou. - Chegamos à cozinha, acabei de preparar uma fornada nova e a última do dia. O Nathan adora quando eu faço essas guloseimas. - Ela me disse. - Você prefere tomar banho, descansar um pouco e depois vir comer ou prefere tudo ao contrário? - Ela riu ao perguntar.

- Tudo ao contrário. - Também ri.

Então sentei em uma cadeira próxima à mesa, e ela foi me apresentando alguns doces caseiros que ela fazia, um por um, e eu ia saboreando cada um. 

SUPREMOS - ContosOnde histórias criam vida. Descubra agora