Capítulo XV

698 74 6
                                        

Entrei na sala dele, aquela sala estava mais fria do que nunca, ou o calor de meu corpo que estava. Sentei na cadeira e além do diretor Suaréz, estavam mais duas mulheres com roupa social, provavelmente eram advogadas. 

- Bom dia. - Falei.

- Bom dia. - Apenas a mulher da esquerda me respondeu, ela era negra, cabelo cacheado e havia um sorriso belo, ela parecia ser bastante simpática, e a da direita também era negra, cabelo liso. 

- Vimos sua ficha aqui, Hiago. E temos esperanças para você, vai ser liberto ainda hoje mesmo. - Quando ela disse isso, senti meu coração pular para fora de mim. 

Eu não soube o que responder.

- Espero que se dê bem lá fora, tem um carro enviado por uma pessoa que se identifica como Raphael Soares lá fora, você conhece algum? - Suaréz perguntou.

- Não. - Respondi de forma estranha, mas logo me levantei da cadeira.

- Ei, guarda Cam. - Chamou, o guarda que estava fora da sala veio para dentro. - Leve ele para trocar as roupas dele e pegar todos os seus itens, se ele tiver, claro, e depois o libere, ok? - Perguntou. - Boa sorte, rapaz. 

Não agradeci, apenas sai da sala bem animado ainda sem acreditar o que estava acontecendo. Após trocar de roupa e verificar o que eu tinha lá e pegar, ele me liberou e deixou-me sair, logo na frente da prisão havia um carro grande e preto, daqueles de empresários ricos, sabe? 

Quando eu ia saindo, um cara saiu de lá e chamou pelo meu nome, logo virei e ele esta aproximando de mim. 

- Você é o Hiago? - Me perguntou.

- Sim, sou. - Respondi. 

- Venha comigo, sem perguntas, logo terá respostas. - Ele me disse segurando minha mão.

- A pedido de quem? Ou melhor... A mando de quem?

- Do senhor Evan. - Ele me disse seriamente.

Não entendi, como ele iria ordenar algo se estava morto? Ou será tudo uma mentira?

SUPREMOS - ContosOnde histórias criam vida. Descubra agora