O Hiago iria me querer por bem ou por mal, se ele quisesse morrer, ele iria me dizer um não. Tem-se uma coisa que me enraiva, é receber um 'não' ou um 'basta' de uma pessoa que eu gosto, é como se ela estivesse despertando a parte mais nojenta de mim, e foi isso que me fez querer matar o Controlla. E claro para mim ali não iria ter consequências, matei-o de uma forma em que ninguém iria suspeitar, ou até mesmo desconfiar, mesmo que nossa briga fosse recente, e achariam que houvesse sido eu, mas não tinha como isto acontecer.
Eu estava deitado na cama, só observando cada passo que ele dava, desde ontem pela manhã, ele nem sequer saía de sua cama, apenas trocava de posições, e apenas uma vez trocamos olhares, suas olheiras estavam começando a se aprofundar, e também seus olhos estavam muito vermelhos, de tanto chorar.
Acho que em nenhum momento eu chorei tanto como as pessoas choram quando perde uma pessoa, é algo que eu não gosto de fazer... Chorar. Mesmo que digam que limpa o espírito, eu acho que em mim não tem nada pra limpar, eu concordo com todos que dizem que meu espírito desde sempre, foi sujo, e essa sujeira não tem nenhuma maneira de limpar.
Eu não sabia qual seria meu próximo passo para conquistar o Hiago, mas de uma maneira ou outra, eu tinha que fazer algo. Eu sei com todas as letras que o que eu fiz foi horrível, mas o Hiago é somente MEU!
Levantei-me da cama já que ele não iria mais sair dela, e fui para fora do quarto e fiquei sentado no chão do corredor, poucos passavam por ali, e falavam com outros detentos tranquilamente, a única briga que havia acontecido ali era a mais recente e foi comigo, acho que não teremos mais motivos para brigas. E depois que todos novamente tiveram a certeza do que eu posso fazer. Todos que olhavam para o Hiago, não olhavam mais, eles já sabiam seus destinos em minhas mãos...
Quando fechei os olhos, alguém deu três toques em meu ombro, abri os olhos repentinamente, e antes de virar, levantei-me e subi um pouco minhas calças, e depois disso, virei. Era um dos guardas da prisão. Ele tinha pele branca, olhos escuros, cabelos castanhos e tinha bastante físico, até mesmo mais do que eu.
- Que foi, mano? Algum problema? - Perguntei.
- Não me chame de mano, detento! - Ele falou agressivamente mexendo um pouco o seu braço que estava com um cassetete.
- Então devo chamar como? - Perguntei novamente.
- Guarda Labeend. - Ele respondeu seriamente.
- Então... O que você quer, guarda 'Labeend'? - Falei debochadamente.
Ele aproximou seus lábios de meus ouvidos para falar.
- Quer marcar uma foda para esta noite? - Sussurrou de uma maneira bem sexy.
Antes de ele sorrir para mim novamente, eu pensei rapidamente, o que eu faria além de dormir ou pensar em coisas ruins e ainda me atormentar no assunto do Hiago? Nada.
- Está bem. Onze horas eu vou ao banheiro, espero você lá. - Respondi.
Ele deu um sorriso bem pequeno em seus lábios, e encostou o cassetete em meu ombro. Virei tranquilamente e fui novamente para o quarto. O Hiago seria meu vício, e minha morte, disto eu tinha certeza.
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SUPREMOS - Contos
RomantizmContos da série Supremos. Contos que antecedem os livros da série.
