Capítulo VIII

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Nenhum me disse o nome deles, tive medo. Quem iriamos matar? Eles apenas me entregaram armas e mandaram entrar no carro, era seguir aquilo ou morrer. 

No carro em que eu estava, havia cinco pessoas, três atrás, o motorista e o passageiro, todos com armas. Eu sabia segurar uma arma direto, já havia atirado em alguns animais com a escopeta que meu pai tinha, quando ele soube que eu usava, apanhei tanto no dia.

- Saibam se esconder direto, se bem que esse retardado já é um velho, não vamos ter dificuldades a não ser a de sermos vistos. - Falou o motorista.

- Você não comprou máscaras? - O cara ao meu lado falou.

- Comprei a de todos, mas não a minha, quero que o último rosto que aquele velho vai ver, seja o meu. 

- Tu tá fodido, né?

- Ele está, e só de fazer ele morrer, posso morrer em paz. - Falou medonhamente e dando uma gargalhada.

Observando aquela conversa, lembrei-me da história que ouvi no jornal quando estava ouvindo rádio na casa de minha vó. Todos eles haviam sinais estranhos em suas cabeças, aqueles que as pessoas mortas estavam em seu corpo. Eles eram os maníacos? 

- E o que esse velho te fez de ruim? - Perguntei.

- Cala boca, novato. - Um deles falaram.

- Não, deixa, vou falar. - O motorista respondeu. - Quando eu era mais novo, meu pai tinha que pagar as contas, era homem trabalhador, mas fiquei doente e ele pediu dinheiro ao agiota para pagar uma operação minha. Chegou o dia de pagar, e meu pai estava zerado, matou ele, minha mãe, minha irmã, e... - Ficamos em silêncio nessa hora.

- Não precisa falar essa parte se não quiser. - O cara ao seu lado falou.

Ele não falou nada, e durante o trajeto ficamos em silêncio. Paramos em frente a um asilo e os três carros também pararam. Saimos de lá e todos já estavam com máscara, exceto o outro. Assim que entramos houve bastante gritaria, alguns já paravam lá para evitar que os enfermeiros ligassem pra alguém, apenas o rapaz foi até lá. Ouvimos gritarias dos idosos, eu não me arriscaria a ver aquela cena de terror. Não ouvimos só um tiro, como ouvimos risadas, gritos e mais. 

- Ele não vai voltar, vamos. - O que havia me encontrado no banheiro falou. 

- Como assim? - Perguntei.

- Só nos segue, filho da puta. 

Como sempre, fiz o que os outros mandam. 

A história dele era bem pesada, e agora estava sendo abandonado pelos próprios ''amigos''?

SUPREMOS - ContosOnde histórias criam vida. Descubra agora